O Centro de Vitória recebe, no próximo dia 28 de março, o evento “Carpintaria Aberta #8 – Laboratório de Sonhos”, que encerra o ciclo 2025-2026 do programa educativo A Fantástica Carpintaria. A programação acontece das 15h30 às 18h30, com atividades gratuitas na sede do laboratório e na Praça Irmã Josepha Hosanah, conhecida como Praça do Carmo.
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A proposta do encontro é promover uma ocupação lúdica e reflexiva do espaço público, reunindo artistas, moradores, especialistas e o público em geral em torno de experiências criativas que unem arte, sustentabilidade e educação ambiental.
Criado em 2020, o projeto A Fantástica Carpintaria atua como um laboratório de reciclagem criativa e design circular, incentivando a transformação de resíduos plásticos em novos materiais e objetos. A iniciativa é realizada pela Cidade Quintal, com patrocínio do Grupo Águia Branca e parceria com o ProDesign Ufes, por meio da Lei de Incentivo à Cultura Capixaba (LICC).
A oitava edição da “Carpintaria Aberta” propõe transformar conceitos em vivências práticas. A programação começa com o “Sonhário”, uma instalação inflável imersiva construída a partir de sacolas plásticas reutilizadas, desenvolvida em parceria com o Coletivo Flutua.
Na sequência, o público poderá participar da Oficina de Birutas, que ensina a criação artesanal de indicadores de vento utilizando materiais descartados. A ideia é estimular o reaproveitamento e a criatividade por meio de práticas acessíveis.
A programação inclui ainda uma vivência corporal conduzida pela artista e coreógrafa Yuriê Perazzini, com proposta inclusiva voltada a pessoas de diferentes idades, corpos e níveis de mobilidade, incluindo pessoas com deficiência.
O encerramento será marcado por atividades lúdicas e culturais, como apresentações circenses, contação de histórias, discotecagem com o Coletivo Portafora, além de recreação infantil e brincadeiras com bolhas de sabão.
De acordo com a diretora executiva e fundadora do projeto, Juliana Lisboa, o evento convida o público a repensar hábitos e imaginar novas formas de relação com o meio ambiente. A proposta parte da ideia de que o sonho pode ser uma ferramenta de transformação social e ambiental.
Inspirado nas pesquisas do neurocientista Sidarta Ribeiro, o evento aborda o sonho como um espaço de elaboração do futuro — um “laboratório do possível”. A iniciativa propõe que os participantes se reconheçam como agentes ativos de mudança, capazes de repensar o consumo e construir práticas mais sustentáveis.
Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que apenas 9% do plástico produzido no mundo é reciclado. No Brasil, esse índice é ainda menor: cerca de 1,3%. Diante desse cenário, o projeto também atua com pontos de coleta de tampinhas plásticas no Centro de Vitória, integrando uma rede global de reciclagem colaborativa.
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O laboratório faz parte da Precious Plastic, iniciativa internacional que compartilha tecnologias abertas para reaproveitamento de resíduos, fortalecendo ações locais com impacto global.
Outro destaque da “Carpintaria Aberta” é a adoção do conceito de evento plástico zero. A organização prioriza o uso de materiais reutilizáveis ou compostáveis, além de garantir a destinação correta dos resíduos gerados, com apoio de coleta seletiva e compostagem.