Saúde

Carnes processadas e o risco associado ao câncer colorretal

Classificação da Organização Mundial da Saúde reacende debate sobre consumo frequente de embutidos e risco de câncer colorretal

Um estudo conduzido pela Organização Mundial da Saúde, por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc), voltou a chamar a atenção para alimentos presentes no dia a dia de milhões de brasileiros. As carnes processadas foram classificadas como cancerígenas para humanos, integrando o Grupo 1 da Iarc, o mesmo nível de evidência científica atribuído ao tabagismo. A avaliação considera a consistência dos estudos que relacionam esses produtos ao desenvolvimento de câncer, especialmente o colorretal.

Entram nessa classificação alimentos como salsicha, linguiça, bacon, presunto e salame. Segundo os dados analisados, o risco está associado principalmente ao consumo frequente e em grandes quantidades, já que esses produtos passam por processos como cura, defumação ou adição de conservantes químicos, entre eles nitritos e nitratos. Essas substâncias podem formar compostos potencialmente cancerígenos no organismo ao longo do tempo.

De acordo com a oncologista da Unimed Sul Capixaba, Mariana Novaes Pinheiro, a classificação não significa que o consumo ocasional cause câncer de forma direta, mas reforça a necessidade de atenção aos hábitos alimentares. “O risco aumenta conforme a regularidade e a quantidade ingerida, sobretudo quando esses alimentos substituem opções mais naturais no cotidiano. A informação científica serve como base para escolhas mais conscientes e preventivas”.

A recomendação das entidades internacionais de saúde é clara ao apontar a moderação como principal estratégia. Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, reduzir a presença de embutidos nas refeições e manter uma alimentação equilibrada são medidas que contribuem para a prevenção do câncer e para a promoção da saúde de forma mais ampla.

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