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Ales inicia curso de proteção de autoridades

Curso de proteção de autoridades começa na Assembleia com foco em integração das forças de segurança

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo deu início, nesta segunda-feira (23), a um curso de proteção de autoridades que reúne 35 profissionais de diferentes corporações de segurança pública. A capacitação segue até sexta-feira (26) e tem como principal objetivo padronizar procedimentos e fortalecer a atuação integrada entre as forças envolvidas na proteção de dignitários.

A etapa teórica do curso acontece nas dependências da Assembleia Legislativa do Espírito Santo e conta com a participação de integrantes das guardas municipais da Grande Vitória e do interior do Estado, além de membros do Exército, da Polícia Civil, da Polícia Militar e da Polícia Legislativa.

De acordo com o diretor de Polícia Legislativa, major Resende, da PM do Espírito Santo, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda do Sindicato Estadual dos Servidores das Guardas Municipais e dos Agentes Municipais de Trânsito (Sigmates). Segundo ele, muitos desses profissionais exercem funções que incluem a proteção de prefeitos e outras autoridades, o que exige preparo técnico específico e alinhado entre as instituições.

“O foco é literalmente padronizar o conhecimento e as técnicas. Cada força tem sua forma de atuação, e esse curso permite alinhar procedimentos, além de promover a integração e a troca de informações”, destacou o major.

Além do conteúdo teórico, a programação inclui atividades práticas voltadas para situações reais do dia a dia da segurança institucional. Entre os treinamentos previstos estão direção defensiva e ofensiva, deslocamento em comboios, defesa pessoal e atendimento pré-hospitalar tático (APH). Os participantes também passarão por instruções em estande de tiro, sob responsabilidade do subtenente Dias.

Essa etapa prática será realizada no Clube de Tiro de Vila Velha, onde os alunos permanecerão em treinamento durante todo o dia. Segundo o subtenente, o diferencial está na abordagem voltada para a atuação velada, à paisana, comum em operações de proteção de autoridades. “É um comportamento diferente. A arma fica de forma velada, e a atenção precisa ser redobrada”, explicou.

Mais do que o domínio técnico do armamento, o curso enfatiza a atuação discreta e estratégica em ambientes públicos, priorizando a segurança da autoridade sem expor civis a riscos. A proposta é formar profissionais preparados para agir com precisão, discrição e eficiência em diferentes contextos, reforçando a segurança institucional no Espírito Santo.

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