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Bondinho histórico da Prainha ganha passeio virtual com óculos 3D

Experiência gratuita será inaugurada em 6 de novembro, na Casa da Memória, e permitirá ao público reviver o trajeto original do Bonde 42, além de interagir virtualmente com monumentos históricos.

A história de Vila Velha poderá ser vivenciada de uma maneira inovadora. No dia 6 de novembro, sexta-feira, às 19h, o Museu Casa da Memória de Vila Velha inaugura o passeio virtual do bondinho histórico 42, último exemplar da frota que circulou entre Vila Velha e Vitória. A experiência utiliza óculos 3D e convida o público a embarcar em uma viagem pelo passado da cidade.

O evento, anteriormente previsto para outubro, foi adiado em razão das chuvas registradas no dia 17 daquele mês.

Por meio da tecnologia, os visitantes poderão percorrer virtualmente o trajeto original do bonde, da Prainha até Paul, revivendo paisagens e cenários que marcaram a história do município. A iniciativa aproxima memória, patrimônio histórico e inovação, oferecendo uma nova forma de conhecer a trajetória do transporte que contribuiu para o desenvolvimento de Vila Velha.

Após a inauguração, serão disponibilizados gratuitamente três passeios virtuais por dia, de terça-feira a domingo, nos horários das 10h, 14h e 16h. A realização das sessões dependerá da demanda de público.

Além do passeio virtual do Bonde 42, totalmente restaurado, a programação de inauguração contará com novas experiências interativas envolvendo as esculturas de Vasco Coutinho e Luiza Grimaldi, além do canhão quinhentista localizado no pátio externo da Casa da Memória.

Com o recurso tecnológico, os visitantes poderão acompanhar até mesmo disparos virtuais do canhão, ampliando as possibilidades de interação com o patrimônio histórico e cultural da cidade.

O projeto é patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, com apoio da Prefeitura de Vila Velha. O registro da iniciativa é PRONAC/SALIC 252879.

A história dos bondes elétricos em Vila Velha começou em 12 de abril de 1912, quando dois veículos foram inaugurados no município. Cinco meses depois, a empresa Viação Eléctrica da Cidade de Espírito Santo adquiriu mais dois conjuntos e uma gôndola.

Na época, os bondes percorriam aproximadamente dez quilômetros de trilhos pela cidade. Uma linha partia da Prainha e outra de Paul, com cruzamento na Estação de Aribiri. O serviço funcionava desde as 4h da manhã até a noite e era fundamental para o deslocamento dos moradores, especialmente dos trabalhadores que seguiam para o Centro de Vitória.

Com a pavimentação das vias e a inauguração da Rodovia Carlos Lindenberg, em setembro de 1951, o sistema passou a enfrentar forte concorrência do transporte rodoviário. A circulação dos bondes em Vila Velha permaneceu até 1972.

Para o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV), Luiz Paulo Rangel, o Bonde 42 representa um importante capítulo da memória do município.

“O Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje EDP, que era a gestora do modal que tem enorme importância no desenvolvimento da cidade. Por onde passou foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória. Além de transporte diário para os trabalhadores que iam até o Centro de Vitória, o bonde era ponto de encontro e marcou a formação de amizades e casais”, explica.

Com a nova experiência virtual, a Casa da Memória reforça a preservação e a valorização do patrimônio histórico de Vila Velha, permitindo que novas gerações conheçam um dos símbolos da transformação urbana e social do município.

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