De janeiro a setembro, produtos do agronegócio do Espírito Santo chegaram a 128 países, com destaque para o avanço das exportações de café e pimenta-do-reino
O agronegócio capixaba movimentou US$ 2,4 bilhões em exportações entre janeiro e setembro de 2026, valor equivalente a aproximadamente R$ 11,8 bilhões. O resultado representa 30,4% de tudo o que foi exportado pelo Espírito Santo no período e reforça a presença do Estado no mercado internacional.
Ao longo dos nove primeiros meses do ano, produtos do agronegócio capixaba chegaram a 128 países. Entre os destaques estão o café e a pimenta-do-reino, duas cadeias nas quais o Espírito Santo ocupa posição de liderança nacional.
As exportações de café e seus derivados cresceram 6% em valor, enquanto as vendas externas de pimenta-do-reino avançaram 6,5%. Além do aumento da receita, os dois produtos também registraram crescimento no volume comercializado no exterior: 27,2% no café e 7,6% na pimenta-do-reino.
Para o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, os resultados refletem a força e a competitividade dessas cadeias produtivas.
“Café e pimenta-do-reino são duas grandes referências do agro capixaba. O Espírito Santo lidera nacionalmente a produção de café conilon e de pimenta-do-reino, e essa força no campo também se traduz em competitividade no mercado externo. São cadeias importantes para a geração de renda, empregos e divisas e que levam a produção capixaba para diferentes mercados no mundo”, destacou.
O complexo café foi responsável por US$ 1,4 bilhão das exportações do agronegócio capixaba nos nove primeiros meses de 2026. O produto respondeu sozinho por 58,5% das divisas geradas pelo setor no período.
O volume comercializado alcançou 312,4 mil toneladas, alta de 27,2% em comparação com o mesmo período de 2025.
Considerando apenas o café verde, foram exportados US$ 1,2 bilhão, resultado que representa crescimento de 9,2% no valor e de 29% no volume comercializado.
O desempenho reforça a importância do Espírito Santo para a cafeicultura brasileira. O Estado é o maior produtor nacional de café conilon e responde por cerca de 70% da produção brasileira da variedade.
A pimenta-do-reino foi outro destaque das exportações capixabas. Entre janeiro e setembro, o produto gerou US$ 286,8 milhões em divisas, crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.
O volume exportado chegou a aproximadamente 47,1 mil toneladas, alta de 7,6%.
Com esse desempenho, a pimenta-do-reino respondeu por 12,1% das exportações do agronegócio capixaba, ocupando a terceira posição entre os principais produtos da pauta.
O Espírito Santo também lidera nacionalmente a produção de pimenta-do-reino, sendo responsável por mais de 60% da produção brasileira.
A composição da pauta de exportações mostra a forte concentração em três produtos.
O café e seus derivados lideraram, com US$ 1,4 bilhão, correspondentes a 58,5% das divisas. Na segunda posição aparece a celulose, com US$ 590,4 milhões, ou 25%.
A pimenta-do-reino ocupa a terceira colocação, com US$ 286,8 milhões e participação de 12,1%.
Juntos, os três produtos foram responsáveis por 95,6% das divisas geradas pelas exportações do agronegócio capixaba no período.
Também fazem parte da pauta o mamão, com US$ 22,9 milhões; o gengibre, com US$ 21,3 milhões; e chocolates e preparados com cacau, que somaram US$ 14,6 milhões.
O segmento de chocolates e preparados com cacau também apresentou crescimento, de 1,8% no valor exportado e de 17,7% na quantidade comercializada.
Produtos capixabas chegam a 128 países
Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações do agronegócio capixaba, com US$ 496,5 milhões, equivalentes a 21% das divisas geradas pelo setor.
Na sequência aparecem a Turquia, com US$ 159,6 milhões e participação de 6,8%; e a Colômbia, com US$ 133,7 milhões, ou 5,7%.
México, com US$ 126,8 milhões (5,4%), e Bélgica, com US$ 120,9 milhões (5,1%), completam a lista dos cinco principais mercados.
Juntos, esses países responderam por aproximadamente 43,9% das divisas das exportações do agronegócio capixaba. A maior parte da receita, portanto, foi distribuída entre outros mercados internacionais.
Para o gerente de Dados e Análises da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), Danieltom Vandermas, a diversificação contribui para reduzir a dependência de poucos compradores.
“Há uma diversificação importante dos mercados compradores. Estados Unidos, Turquia, Colômbia, México e Bélgica são os cinco principais destinos e, juntos, respondem por cerca de 44% das divisas geradas pelas exportações do agro capixaba. Ou seja, mais da metade da receita está distribuída entre outros mercados, o que ajuda a reduzir a dependência de poucos países e dá maior resiliência às exportações diante das oscilações econômicas e geopolíticas internacionais”, destacou.