Excesso de pele e bolsas mais aparentes podem modificar a expressão com o envelhecimento; médica explica quando a blefaroplastia pode ser considerada
Dormir bem e, ainda assim, perceber no espelho uma aparência constantemente cansada ou ouvir comentários sobre um semblante abatido. Em muitos casos, essa impressão não tem relação com falta de descanso, mas com mudanças naturais que acontecem nas pálpebras ao longo dos anos.
A pele dessa área é naturalmente fina e, com o envelhecimento, tende a perder elasticidade. Ao mesmo tempo, estruturas responsáveis pelo contorno dos olhos também se modificam. O resultado pode aparecer como excesso de pele nas pálpebras superiores, bolsas mais evidentes nas inferiores e uma sensação de peso que interfere na expressão facial.
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Segundo a médica Letícia Rizzo, não existe uma idade determinada para que essas características se tornem perceptíveis. “Cada pessoa envelhece de uma maneira. Genética, anatomia e características da pele influenciam esse processo. Por isso, há pacientes que percebem essas mudanças mais cedo e outros em que elas aparecem de forma mais discreta ao longo do tempo”, explica.
É justamente a origem dessa aparência que precisa ser identificada antes de se pensar em qualquer procedimento. Nem sempre aquilo que o paciente percebe como excesso de pele, por exemplo, está relacionado exclusivamente à pálpebra. A análise médica considera o conjunto das estruturas ao redor dos olhos e as particularidades de cada rosto.
Quando há indicação, a blefaroplastia pode tratar excesso de pele e bolsas de gordura das pálpebras, com planejamento definido a partir das características de cada paciente.
“A indicação para o procedimento não pode ser apenas para mudar o olhar ou buscar uma expressão diferente, parte da anatomia do paciente e do que efetivamente precisa ser tratado. O planejamento deve respeitar as características individuais para que o resultado mantenha harmonia com o restante do rosto”, afirma Letícia.
Em determinadas situações, a questão também pode ultrapassar a estética. O excesso de pele na pálpebra superior, quando mais acentuado, pode provocar incômodo e até interferir no campo visual, o que exige investigação adequada.
Por ser uma cirurgia realizada em uma área delicada e próxima aos olhos, Letícia chama atenção para a importância da escolha de um profissional médico habilitado e de uma avaliação criteriosa antes da decisão pelo procedimento.
“É uma cirurgia e, como qualquer procedimento cirúrgico, exige indicação correta, conhecimento anatômico, planejamento e cuidados antes e depois da operação. A segurança do paciente precisa estar no centro de todo esse processo”, conclui.