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FCV terá pré-estreia de “Folclórica”, novo filme de Rodrigo Aragão

33º FCV promove pré-estreia do longa-metragem “Folclórica”, filme inédito de Rodrigo Aragão

Obra do diretor capixaba homenageado nesta edição marca sua estreia no universo infantojuvenil

O 33º Festival de Cinema de Vitória (FCV) será palco da pré-estreia de “Folclórica”, novo longa-metragem do diretor capixaba Rodrigo Aragão. A exibição especial acontece no dia 25 de julho de 2026, às 18 horas, no Sesc Glória, em Vitória, com entrada gratuita. Fora da competição, o filme marca a estreia do cineasta no gênero infantojuvenil, sem abrir mão do universo fantástico que consagrou sua trajetória.

   

Reconhecido nacionalmente como um dos principais nomes do cinema de horror brasileiro, Rodrigo Aragão amplia agora seu repertório com uma produção que une fantasia, identidade cultural e personagens inspirados no imaginário popular brasileiro. A história acompanha Pequi, um saci diferente dos demais por ter nascido com a perna esquerda. Em busca de aceitação, ele embarca em uma jornada pela terra encantada de Folclórica ao lado do amigo Teobaldo e da corajosa curupira Ingá.

Segundo o diretor, a origem do filme está em um momento muito particular de sua vida. Durante o isolamento provocado pela pandemia da Covid-19, Aragão criou marionetes para entreter sua filha pequena, que sentia falta da convivência com outras crianças.

“Folclórica nasce de um lugar ainda mais íntimo. Durante o isolamento da pandemia da Covid-19, criei marionetes para brincar com minha filha pequena, que sentia falta de amigos. Foi nesse contexto que surgiram Pequi, Teobaldo, Ingá e Pai da Noite”, relembra o cineasta.

Com o passar do tempo, os personagens ganharam personalidade e acabaram se transformando em protagonistas do longa. “Mais do que criações, tornaram-se companhia, afeto e descoberta”, destaca Aragão.

A relação do diretor com criaturas fantásticas e bonecos começou ainda na infância, inspirada pelo clássico “O Cristal Encantado”. Anos depois, o teatro de bonecos se tornaria sua porta de entrada para o audiovisual e para a criação de efeitos especiais práticos, marca registrada de sua filmografia.

Na trama, seres mágicos como curupiras, mapinguaris, caboclos d’água e sacis convivem em uma floresta encantada. Entre eles está Pequi, considerado azarado por ser o único saci nascido com a perna esquerda. Cansado de ser visto como diferente, ele procura o misterioso Pai da Noite, que lhe impõe uma missão desafiadora: conseguir um dente de Mapinguari, uma das criaturas mais temidas da floresta.

Ao lado dos amigos Teobaldo e Ingá, Pequi enfrentará perigos e descobrirá importantes lições sobre amizade, pertencimento e aceitação.

“Ao levar esses personagens para o universo do folclore brasileiro, o projeto une fantasia e identidade cultural, tratando temas universais como aceitação, amizade e pertencimento de forma lúdica e sensível”, afirma o diretor.

Além da exibição de “Folclórica”, Rodrigo Aragão será o Homenageado Capixaba do 33º Festival de Cinema de Vitória. A cerimônia de homenagem acontece no dia 18 de julho, às 19 horas, no Sesc Glória. Mais cedo, às 17 horas, será realizada uma coletiva com a imprensa e o lançamento do Caderno de Homenagem, publicação inédita dedicada à trajetória do cineasta.

“Uma frase que repito muito desde que faço filmes e que aprendi sobre regionalismo é: ‘canta sua aldeia e encantará o mundo’. Estou muito feliz porque estou sendo homenageado na minha aldeia, que é o lugar mais importante do mundo para mim. Sempre cantei minha aldeia para o mundo, por isso essa é a homenagem mais importante que eu poderia receber”, declarou Aragão.

Natural de Guarapari, Rodrigo Aragão é diretor, roteirista e especialista em maquiagem de efeitos especiais. Fundador da produtora Fábulas Filmes, construiu uma carreira reconhecida por obras que misturam horror, crítica social e elementos do folclore brasileiro, como “Mangue Negro” (2008), “A Noite do Chupacabras” (2011), “A Mata Negra” (2018) e “O Cemitério das Almas Perdidas” (2020).

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