Cultura Geral

Exposição de Rembrandt é prorrogada até maio no ES

Após sucesso de público, exposição de Rembrandt no Palácio Anchieta é prorrogada até maio

Diante da forte adesão do público e da crescente demanda por visitas, o governador do Espírito Santo, Ricardo Ferraço, anunciou a prorrogação da exposição “Rembrandt – O mestre da luz e da sombra” por mais um mês no Palácio Anchieta, em Vitória. Inicialmente prevista para encerrar em abril, a mostra seguirá aberta até o dia 17 de maio de 2026.

  

A decisão atende a uma recomendação técnica da equipe do espaço cultural, que registra filas de espera para visitas guiadas desde a abertura, em 25 de fevereiro. Até o momento, a exposição já recebeu mais de 29 mil visitantes. Somente no último fim de semana, cerca de 5 mil pessoas passaram pelo local.

O público escolar também tem sido destaque. Aproximadamente 100 instituições de ensino já participaram das visitas mediadas, envolvendo estudantes e professores, enquanto outras dezenas aguardam agendamento — uma fila que soma cerca de 800 alunos e 80 educadores.

Segundo o governador, a prorrogação reforça o compromisso com o acesso à cultura. “A resposta do público foi extraordinária. Estamos falando de milhares de visitantes, de escolas mobilizadas e de uma experiência que conecta o Espírito Santo a um circuito internacional de arte. Prorrogar essa exposição é garantir que mais capixabas tenham acesso a uma obra de valor histórico e artístico incomparável”, afirmou.

A gerente do Patrimônio Histórico do Palácio Anchieta, Áurea Lígia Miranda Bernardi, destacou o impacto educacional da mostra. “A demanda continua alta, especialmente por parte das escolas. Ampliar o período é garantir acesso a um conteúdo de alto valor artístico e formativo. A exposição tem cumprido um papel importante na formação de público e na aproximação das pessoas com a linguagem da gravura”, explicou.

Antes de chegar ao Espírito Santo, a exposição passou por Rio de Janeiro e Belo Horizonte, reunindo mais de 120 mil visitantes. Em Vitória, consolidou-se como um marco cultural, ampliando a visibilidade do Palácio Anchieta no circuito nacional e atraindo turistas de outros estados e países.

A mostra reúne 69 gravuras originais do artista holandês Rembrandt van Rijn (1606–1669), um dos maiores nomes da história da arte e referência da chamada Era de Ouro holandesa. Reconhecido pelo domínio da técnica do claro-escuro, Rembrandt influenciou gerações e movimentos artísticos, do Impressionismo ao cinema contemporâneo.

Além do acervo, a exposição oferece uma experiência interativa e educativa. Entre os destaques estão oficinas de isogravura, uso de lupas para observação detalhada das obras e um ambiente imersivo que recria os efeitos de luz e sombra característicos do artista. A estrutura também conta com recursos de acessibilidade, como sala sensorial, peças táteis, audioguia, braile e tradução em Libras.

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