Saúde

Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil: Acacci acolhe 116 crianças e adolescentes em tratamento

Acacci garante suporte integral para crianças e adolescentes em tratamento oncológico no Espírito Santo
O diagnóstico costuma chegar sem aviso. Em poucos dias, a rotina vira hospital, exames e incerteza. Brinquedos dividem espaço com medicamentos, e a família inteira precisa se reorganizar para garantir que o tratamento não pare. Hoje, 116 crianças e adolescentes com câncer estão sendo acompanhados pela Associação Capixaba Contra o Câncer Infantil (Acacci) no Espírito Santo. No dia 15 de fevereiro, Dia Internacional da Luta contra o Câncer Infantil, a data chama atenção para a importância do diagnóstico precoce e do apoio a essas famílias.
Os números ajudam a dimensionar o desafio. De acordo com as estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), divulgadas em 4 de fevereiro, o Estado deve registrar 150 novos casos de câncer infantojuvenil por ano entre 2026 e 2028 — sendo 90 em meninos e 60 em meninas. No Brasil, a estimativa é de 7.560 novos casos anuais na faixa etária de 0 a 19 anos.
Como o câncer não é uma doença de notificação obrigatória no país, os dados são estimativas atualizadas a cada três anos. Ainda assim, revelam a dimensão de uma realidade que já impacta centenas de famílias capixabas. Em 2024, 294 crianças e adolescentes realizaram tratamento oncológico em estabelecimentos de saúde no Espírito Santo.
A maior parte do atendimento especializado está concentrada na Grande Vitória. Para muitas famílias, isso significa deslocamentos frequentes ou até a necessidade de permanecer temporariamente longe de casa. Outras já vivem na Região Metropolitana, mas enfrentam queda de renda, afastamento do trabalho e desgaste emocional.
É nesse contexto que a Acacci atua. A instituição oferece hospedagem, alimentação, transporte e acompanhamento psicossocial às crianças e adolescentes em tratamento e aos seus responsáveis, garantindo que dificuldades financeiras não interrompam o cuidado médico.
“Quando a criança recebe o diagnóstico, não é só ela que entra em tratamento. A família inteira passa a viver em função disso. Muitas mães deixam o trabalho, pais se reorganizam, irmãos sentem a mudança na rotina. Nosso papel é oferecer suporte para que essa família consiga atravessar esse momento com cuidado e respeito”, afirma a superintendente executiva da Acacci, Luciene Sales Sena.
Segundo Luciene, o acolhimento é parte essencial do processo. “O tratamento não pode parar. Além da estrutura física, oferecemos escuta, apoio emocional e segurança. Isso faz diferença no enfrentamento da doença.”

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