Após seis anos fora do topo, o Espírito Santo retomou uma posição de destaque no setor de petróleo brasileiro. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o estado voltou a ocupar o segundo lugar no ranking nacional de produção, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. O avanço é significativo e reflete uma recuperação consistente da atividade no território capixaba.
A produção de petróleo no Espírito Santo registrou crescimento de cerca de 25%, resultado atribuído, principalmente, à expansão das operações em alto-mar. Entre os destaques está o campo de Jubarte, que voltou a ter papel central no desempenho do estado e reforça a importância das bacias marítimas para a economia local.
O bom momento do setor não se limita aos números da produção. A cadeia de petróleo e gás é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo, reunindo mais de 600 empresas que atuam direta ou indiretamente na atividade. Juntas, elas são responsáveis por aproximadamente 15 mil empregos formais, movimentando renda, tecnologia e investimentos em diversas regiões do estado.
De acordo com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o desempenho recente demonstra a capacidade do estado de se reposicionar no mercado energético nacional, especialmente com o fortalecimento da produção offshore. O cenário também reforça o papel do Espírito Santo como um polo relevante para novos projetos, atração de investimentos e geração de oportunidades.
Com a retomada do protagonismo na produção de petróleo, o estado amplia sua relevância na matriz energética brasileira e sinaliza um horizonte positivo para o setor, que segue como um dos principais motores da economia capixaba.