O desfile apresentou uma leitura sensível da formação histórica do norte capixaba, exaltando povos indígenas, a herança africana, a fé, o trabalho e as lutas que moldaram São Mateus ao longo dos séculos. Alegorias e fantasias conduziram o público por uma narrativa que prendeu a atenção do início ao fim, despertando emoção tanto em quem desfilava quanto em quem acompanhava das arquibancadas.
Entre os componentes, o sentimento era de orgulho e conexão com as próprias raízes. Para muitos, a apresentação foi mais do que um espetáculo carnavalesco: representou o reconhecimento de uma história muitas vezes invisibilizada, vivida com intensidade na avenida. Nas arquibancadas, o público reagiu com atenção e emoção, destacando a coerência entre o samba-enredo, as imagens e a mensagem apresentada.
A Rosas de Ouro também reafirmou um marco do carnaval capixaba ao manter o protagonismo feminino no carro de som, sendo a única escola do Espírito Santo com uma mulher como intérprete oficial. A escolha reforçou o compromisso da agremiação com representatividade e diversidade dentro do samba.
Além do impacto cultural, o desfile evidenciou a importância do Carnaval para a economia local. Comerciantes destacaram o aumento do movimento e a geração de renda durante os dias de folia, lembrando que, enquanto a história é contada na avenida, a cidade inteira se movimenta.
Com uma apresentação que uniu força narrativa, beleza plástica e emoção coletiva, a Rosas de Ouro abriu o segundo dia de desfiles reafirmando o Carnaval como espaço de história viva, identidade cultural e também de trabalho e desenvolvimento econômico.





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Rosas de Ouro, primeira escola do Grupo Especial do Carnaval de Vitória 2026, a desfilar no Sambão do Povo, no segundo dia de desfiles. -Credito: Divulgação/Liesge
Luciene Costa Jornalista Portal Revista Ekletica
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