Saúde

Desidratação e insolação: como se proteger no verão

Durante o verão, a perda de líquidos pelo organismo aumenta de forma significativa em função do calor, da maior transpiração e da exposição prolongada ao sol. No entanto, muitas pessoas não percebem essa perda de água de maneira adequada e acabam evoluindo para quadros de desidratação, que podem trazer consequências importantes para a saúde — especialmente para o sistema cardiovascular.

O corpo humano adulto é composto por mais de 60% de água. Esse líquido é essencial para o transporte de oxigênio e nutrientes, o equilíbrio de sais minerais, o bom funcionamento dos rins e do intestino, além da regulação da temperatura corporal. Quando a ingestão de líquidos não acompanha a perda diária, o organismo entra em desequilíbrio.

Do ponto de vista do cardiologista, a desidratação merece atenção especial. A redução do volume de líquidos no corpo pode levar à queda da pressão arterial, aumento da frequência cardíaca, tonturas, cansaço e, em casos mais graves, sobrecarga do coração. Pessoas com doenças cardíacas, hipertensão, idosos e praticantes de atividade física têm risco ainda maior.

Segundo o cardiologista da Rede Meridional, André Brandão, para repor adequadamente a água perdida no verão é fundamental manter uma hidratação regular ao longo do dia, com consumo médio entre 1,5 e 2 litros de líquidos, como água, sucos naturais e outras bebidas saudáveis. Em situações de maior perda pelo suor — como durante a prática de exercícios físicos — não se perde apenas água, mas também sais minerais importantes, como sódio e potássio.

“Nesses casos, além da água, pode ser indicado o uso de bebidas isotônicas, especialmente para quem pratica atividade física, e da água de coco, uma opção natural e nutritiva que contribui para a reposição de eletrólitos. Manter uma hidratação adequada é uma medida simples, acessível e fundamental para preservar o bom funcionamento do coração e a saúde como um todo”, esclarece.

Já a insolação ocorre quando há elevação excessiva da temperatura corporal, geralmente causada por exposição prolongada ao sol, calor intenso e alta umidade. Segundo Brandão, os sintomas podem variar de leves a graves. Nos quadros iniciais, são comuns dor de cabeça, fraqueza, tontura e sensação de calor intenso. Em situações mais graves, podem ocorrer confusão mental, perda da capacidade motora, desmaios e até convulsões, exigindo atendimento médico imediato.

A prevenção inclui evitar exposição solar excessiva, especialmente entre 10h e 16h, não praticar atividades físicas sob sol forte, manter hidratação adequada ao longo do dia e reconhecer precocemente os sinais de alerta.

O uso de protetor solar, chapéus ou bonés, roupas leves que cubram boa parte do corpo e o guarda-sol, principalmente na praia, também são medidas importantes para reduzir os riscos e aproveitar o verão com mais segurança.

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