Economia

Espírito Santo bate recorde e lidera exportações de rochas em 2025

Espírito Santo consolida hegemonia e bate novo recorde nas exportações de rochas naturais

O Espírito Santo encerrou 2025 reafirmando sua posição de liderança absoluta no setor de rochas naturais e alcançando o maior faturamento de sua história. Em um cenário internacional marcado por instabilidades comerciais e novas barreiras tarifárias, o estado respondeu por quase 80% de tudo o que o Brasil exportou no segmento, demonstrando força produtiva, capacidade de adaptação e competitividade global.

Ao todo, o Brasil exportou US$ 1,48 bilhão em rochas naturais no ano passado. Desse montante, US$ 1,16 bilhão tiveram origem em território capixaba, o equivalente a 78,5% da participação nacional. O desempenho coloca o Espírito Santo muito à frente de outros estados exportadores, como Minas Gerais e Ceará, que aparecem na sequência do ranking.

O resultado representa um crescimento de 12,2% em relação a 2024 e consolida um recorde histórico para o setor no estado. Mesmo diante do impacto do chamado “tarifaço” aplicado pelos Estados Unidos, principal mercado consumidor, a indústria capixaba conseguiu sustentar o avanço, apoiada em uma base produtiva diversificada e em estratégias comerciais mais flexíveis.

A composição da pauta exportadora também passou por mudanças significativas. Os quartzitos ganharam protagonismo e registraram forte expansão, com US$ 703,3 milhões exportados, alta de 32,5% em comparação ao ano anterior. Em contrapartida, materiais tradicionais como granito, mármore e ardósia apresentaram retração, refletindo ajustes na demanda internacional e os efeitos das novas tarifas.

Para o presidente da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), Tales Machado, o desempenho chama atenção justamente pelo contexto adverso. “Os números surpreendem, principalmente por terem sido alcançados em um ano difícil para o comércio internacional. Houve queda relevante nas exportações de granitos, mármores e ardósia, mas o crescimento expressivo dos quartzitos foi decisivo para equilibrar o resultado e manter o setor em alta”, avalia.

No mercado externo, os Estados Unidos seguiram como principal destino das rochas capixabas, com compras que somaram US$ 744,2 milhões, crescimento de 10,7%. Outros países também ampliaram suas importações, como China, México, Itália, Canadá e Espanha, o que reforça a diversificação de mercados e a presença internacional das empresas instaladas no Espírito Santo.

Serra e Cachoeiro concentram exportações

Entre os municípios, Serra e Cachoeiro de Itapemirim mantiveram a liderança como principais polos exportadores. Juntas, as duas cidades responderam por cerca de 64% do faturamento estadual no setor. A Serra liderou com US$ 381,7 milhões em exportações, o equivalente a 33,4% do total, enquanto Cachoeiro de Itapemirim somou US$ 355,6 milhões, com participação de 31,1%. Ambas registraram crescimento próximo a 20% em relação a 2024.

Outros municípios também apresentaram desempenho acima da média. Cariacica teve alta de 39,3% nas exportações, impulsionada pelo aumento de volume e do preço médio dos produtos. Castelo e Atílio Vivacqua completam o grupo de destaques, com crescimentos de 29,8% e 23,8%, respectivamente.

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