Vernissage marcou a abertura de “Brasilina: Poéticas de uma Nação Mátria”, que reúne diferentes olhares sobre identidade, território, ancestralidade e cultura brasileira
Foi em clima de celebração, arte e brasilidade que a Galeria do Centro Cultural SESI, em Jardim da Penha, Vitória, recebeu, na noite desta terça-feira (1º), o vernissage de “Brasilina: Poéticas de uma Nação Mátria”. A abertura reuniu artistas, convidados e representantes da cena cultural em uma noite marcada por encontros, conversas, sabores e diferentes formas de interpretar o Brasil.
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À frente da exposição estão as curadoras Isabela Castello e Isabel Portella, ao lado da produtora Elaine Pinheiro, que receberam os convidados para apresentar uma mostra que propõe uma reflexão sobre temas como território, ancestralidade, natureza, memória e identidade.
A exposição transformou a abertura em um verdadeiro encontro de diferentes expressões da cultura brasileira. Entre obras, reencontros e conversas, o público circulou pela galeria em uma atmosfera descontraída, mas também marcada pela reflexão sobre as múltiplas faces do país.
Entre os artistas que vivem no Espírito Santo e prestigiaram a abertura estavam Alegria Falconi, Cássio Magne, Eric Scarpel, Fernando Augusto, Handerson Chic e Patrick Vasconcelos. A noite também contou com a presença das artistas cariocas Ana Carolina Videira, Marilene Nacaratti e Tatiana Bertrand.
Um dos momentos especiais do vernissage foi a experiência gastronômica “Abra a boca para o Brasil”, criada especialmente para a ocasião. A proposta levou para a mesa ingredientes associados à biodiversidade brasileira, ampliando a experiência da exposição para além das artes visuais.
O destaque foi o salpicão de caju desfiado com creme de castanhas e batata-doce palha, servido em pequenas cumbucas de folha de bananeira. Para acompanhar, foram oferecidos sucos de cupuaçu e pitanga com abacaxi, em uma combinação que valorizou ingredientes e sabores de diferentes regiões do país.
A criação gastronômica ficou por conta do gastrônomo, educador e pesquisador Murilo Góes, com assessoria da chef Luana Garcia. A experiência partiu da pesquisa de Góes sobre a cultura alimentar brasileira e buscou transformar a gastronomia em mais uma linguagem para falar sobre o Brasil.
A proposta dialoga diretamente com o conceito de “Brasilina”: reconhecer o país não apenas por seus símbolos mais conhecidos, mas também por suas histórias, territórios, saberes, ingredientes, memórias e pela diversidade de sua produção cultural.
Ao longo da noite, os convidados puderam conhecer as obras e trocar impressões sobre uma exposição que busca apresentar um Brasil plural, complexo e diverso.
A própria ideia de “Nação Mátria” amplia a percepção tradicional de pátria e convida o público a olhar para o país a partir de outras perspectivas, especialmente aquelas relacionadas à memória, à ancestralidade, à natureza e aos vínculos com o território.
Entre brindes, encontros e muita troca, o vernissage reafirmou a proposta de Brasilina de celebrar a capacidade brasileira de criar, reinventar e produzir novas narrativas sobre sua própria identidade.
A exposição permanece aberta ao público até 30 de setembro, com entrada gratuita.