TJES inicia Ano Judiciário com discurso de integração institucional e foco em resolutividade
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) abriu oficialmente, na tarde desta quinta-feira (5), os trabalhos do Ano Judiciário de 2026 em uma solenidade marcada por mensagens de cooperação entre os Poderes, fortalecimento da democracia e compromisso com uma Justiça mais eficiente e humanizada. A sessão inaugural foi conduzida pela presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, e reuniu autoridades dos três Poderes e de instituições essenciais ao sistema de Justiça.
Ao declarar aberto o novo ciclo de atividades, a presidente destacou que o início do Ano Judiciário representa mais do que um ato protocolar. Segundo ela, trata-se de um momento simbólico de renovação do compromisso institucional com a sociedade capixaba. Janete Vargas Simões ressaltou a importância de uma atuação pautada pelo diálogo, pela responsabilidade republicana e pelo respeito mútuo entre Judiciário, Executivo, Legislativo, Ministério Público, Defensoria Pública e Ordem dos Advogados do Brasil.
A solenidade contou com a presença do governador Renato Casagrande, do vice-governador Ricardo Ferraço, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos, além de representantes do Ministério Público, Tribunal de Contas, Procuradoria-Geral do Estado, Defensoria Pública e OAB-ES. A diversidade de autoridades presentes foi apontada como um sinal de maturidade institucional e de harmonia entre os Poderes no Espírito Santo.
Na mensagem que marcou o início da nova etapa do Judiciário capixaba, o vice-presidente do TJES, desembargador Fernando Zardini Antonio, enfatizou que o papel da magistratura vai além da aplicação da lei. Para ele, o Judiciário é chamado a responder às demandas da sociedade com resolutividade, equilíbrio e sensibilidade social. O magistrado defendeu uma atuação técnica, mas atenta à dimensão humana dos conflitos, reforçando que a Justiça deve ser firme sem perder o compromisso com a equidade.
O governador Renato Casagrande destacou que a relação institucional construída no Espírito Santo tem sido uma referência nacional. Segundo ele, governar é um exercício coletivo que exige diálogo permanente entre os Poderes e respeito à autonomia das instituições. Casagrande afirmou que os avanços alcançados nos últimos anos são resultado dessa capacidade de cooperação e do fortalecimento das instituições democráticas no Estado.
Na mesma linha, o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, ressaltou que a valorização das instituições é um dos pilares de um Estado democrático sólido. Para o parlamentar, a harmonia entre os Poderes, aliada à independência institucional, é essencial para garantir estabilidade e confiança à sociedade.
O procurador-geral de Justiça, Francisco Martínez Berdeal, classificou a abertura do Ano Judiciário como um momento de reafirmação de compromissos republicanos. Em sua avaliação, liderar instituições públicas exige equilíbrio, empatia e abertura ao diálogo, destacando que autonomia institucional não significa isolamento, mas cooperação contínua em benefício do interesse público.
Já a presidente da OAB-ES, Érica Neves, chamou atenção para o caráter histórico da gestão da desembargadora Janete Vargas Simões, primeira mulher a presidir o TJES. Para ela, o momento simboliza avanços institucionais e reforça a expectativa de uma gestão marcada pelo diálogo, pela técnica e pela sensibilidade social, valores fundamentais para o fortalecimento do sistema de Justiça.
Com a abertura do Ano Judiciário, o TJES dá início a um novo ciclo de trabalho que, segundo as autoridades presentes, será pautado pela integração institucional, pela busca de soluções efetivas e pelo compromisso com a promoção da justiça e da cidadania no Espírito Santo.