Agricultura Geral

Prêmio valoriza identidade e diversidade dos queijos capixabas

O Espírito Santo volta os holofotes para a produção rural local com a realização do Prêmio Queijos do Espírito Santo, iniciativa que busca reconhecer a identidade, a diversidade e a qualidade dos queijos artesanais produzidos no estado. O projeto foi detalhado pelo secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli, que destacou o papel estratégico da valorização do produto local para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do meio rural capixaba.

Com trajetória iniciada em 1986 no Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural, Bergoli é engenheiro agrônomo e pós-graduado em Administração Rural, acumulando ampla experiência na formulação de políticas públicas voltadas para o campo. À frente da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, ele ressaltou que o principal objetivo do prêmio é dar visibilidade aos produtores artesanais, fortalecer a cadeia produtiva do leite e estimular a agregação de valor.

“O Espírito Santo é pequeno em território, mas gigante na produção. Somos grandes produtores e exportadores de mamão, gengibre, café, banana e tantos outros alimentos. Valorizar o queijo artesanal é reconhecer a força e a diversidade da nossa agricultura familiar”, afirmou o secretário.

As inscrições para o prêmio seguem abertas até o dia 11 de março, data em que também será realizado o lançamento oficial do regulamento, em cerimônia no Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado. Ao todo, serão nove categorias, contemplando diferentes tipos de queijos, com variados tempos de cura e métodos de produção.

Segundo Bergoli, o Espírito Santo conta atualmente com cerca de 1.700 pequenas queijarias artesanais, muitas delas ainda em processo de regularização.

“Um ponto fundamental deste prêmio é justamente avançar na regulamentação dos queijos artesanais. Vamos apresentar normas que garantam segurança sanitária, valorizem os modos tradicionais de produção e permitam que esses produtores acessem novos mercados”, explicou.

Durante a entrevista, o secretário destacou ainda que a sustentabilidade é um eixo central da política agrícola capixaba, integrando ciência, tecnologia e respeito ao meio ambiente. O uso de pesquisas recentes, o manejo adequado do solo, a redução de insumos químicos e o bem-estar animal fazem parte desse modelo.

“Produzir alimento hoje exige eficiência, mas também responsabilidade ambiental. Sustentabilidade não é ideologia, é condição para garantir produção para esta e para as próximas gerações”, pontuou.

Bergoli também ressaltou o papel do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural no apoio aos produtores, especialmente na orientação técnica, no controle de doenças e no incentivo a sistemas produtivos mais sustentáveis, inclusive orgânicos.

Além da qualidade do produto, o prêmio busca evidenciar o impacto social da produção de queijos artesanais, que envolve famílias inteiras, gera renda, fixa homens e mulheres no campo e fortalece a economia local.

“Quando uma família transforma o leite em queijo, ela agrega valor, amplia a renda e cria oportunidades para jovens e mulheres no meio rural. Isso é desenvolvimento de verdade”, afirmou o secretário.

Para Bergoli, o reconhecimento público por meio do prêmio, aliado à regulamentação e à visibilidade, projeta os queijos capixabas para além das fronteiras do estado.

“Queremos primeiro mostrar para nós mesmos a qualidade do que produzimos e, depois, para o Brasil. Nossos queijos carregam história, cultura e identidade”, concluiu.

O Prêmio Queijos do Espírito Santo se consolida, assim, como uma vitrine da diversidade agrícola capixaba e um passo importante para fortalecer a produção artesanal, incentivar práticas sustentáveis e ampliar o orgulho do que é produzido no campo do Espírito Santo, finaliza.

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