Cultura Geral

“O Santo e a Porca” chega ao Carlos Gomes por R$ 15

Clássico da comédia brasileira, “O Santo e a Porca” chega ao Theatro Carlos Gomes com ingressos a partir de R$ 15

Vitória recebe, nos dias 20 e 21 de fevereiro, um dos textos mais emblemáticos do teatro brasileiro. A comédia “O Santo e a Porca”, de Ariano Suassuna, ganha nova montagem pelas mãos do Grupo Teatral Gota, Pó e Poeira, de Guaçuí, e ocupa o palco do Theatro Carlos Gomes, às 19h30. Os ingressos custam R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia) e estão à venda pela plataforma Sympla.

Com mais de quatro décadas de história, o grupo celebra 42 anos de trajetória levando ao público capixaba um espetáculo que atravessa gerações com humor afiado, crítica social e personagens populares marcantes. No palco, sete atores dão vida à trama: Edmar da Silva, Eliane Correia, Jacimar Henrique, Aline Saraiva, Neuza de Souza, Matheus Soares e Carlos Ola.

Crédito das fotos: Rodrigo Portugal

A história gira em torno de Euricão, um velho avarento e devoto de Santo Antônio que guarda todas as economias da vida dentro de uma porca de madeira. Ao receber uma carta misteriosa, ele passa a acreditar que seu dinheiro está ameaçado, sem perceber que o verdadeiro “tesouro” em jogo é sua filha, Margarida. A partir daí, a narrativa se desenrola em uma sequência de equívocos, paixões cruzadas e planos engenhosos, conduzidos pela sagaz empregada Caroba, uma das personagens mais icônicas da dramaturgia brasileira.

Além da forte resposta do público, a montagem acumula reconhecimento em importantes festivais, como o Festival Nacional de Teatro de Guaçuí, o Festival Nacional da Cidade de Vitória e o Festival Nacional de Passos e Região. Em 2025, o espetáculo foi premiado como Melhor Ator Coadjuvante (Matheus Soares), Melhor Atriz Coadjuvante (Eliane Correia) e Melhor Figurino (Giovani Bruno).

A ficha técnica reúne profissionais de diferentes estados: os figurinos são assinados por Giovani Bruno (Piracicaba/SP), a maquiagem é de Romilson Moreira (Paraíba), os cenários foram executados por Wendel Ola e a iluminação criada por João Batista Ferreira de Moraes, ambos de Guaçuí.

Com direção do paulista Tom Rezende, a montagem é resultado de um processo de residência artística desenvolvido entre 2024 e 2025 e marca o início da circulação do espetáculo pelo Espírito Santo. A peça integra o projeto “Gota, Pó e Poeira no Pau de Arara – 40 Anos de Estrada”, que revisita momentos simbólicos da história do grupo fundado em 1983.

Uma dessas memórias inspirou diretamente a encenação: uma das primeiras viagens do grupo para fora de Guaçuí, quando o elenco foi transportado em um caminhão. “A ideia foi trazer essa referência para a cena e reforçar a irreverência, a leveza e o humor com tipos populares, marcas do Gota, Pó e Poeira”, explica o diretor Tom Rezende.

Os encontros presenciais começaram em outubro de 2024, no Espaço Cultural do grupo, e seguiram até fevereiro de 2025. Em janeiro, o elenco participou de uma imersão intensiva de oito dias no Teatro Municipal Fernando Torres, com jornadas que chegaram a dez horas diárias de ensaios, pesquisa e preparação técnica.

“Tivemos exercícios de interpretação, experimentações cênicas e preparação técnica envolvendo iluminação, sonoplastia e figurinos”, destaca Carlos Ola, produtor e ator do espetáculo.

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