Cultura

Igreja São João Batista é interditada por danos estruturais em Muqui

Igreja São João Batista em Muqui é interditada por danos estruturais; IAB-ES alerta sobre preservação do patrimônio histórico

A Igreja São João Batista, localizada em Muqui, no Sul do Espírito Santo, foi interditada após uma avaliação técnica realizada por um engenheiro civil e uma arquiteta. A vistoria revelou danos significativos na estrutura da edificação, incluindo o teto e as paredes do templo, o que motivou a ação de interdição por parte do Conselho Pastoral Paroquial e do Conselho Econômico Paroquial. A igreja, tombada como patrimônio histórico estadual desde 2012, agora enfrenta um grande desafio de conservação para evitar um possível colapso.

O templo da Igreja Matriz São João Batista é um dos principais marcos da cidade e faz parte do sítio histórico de Muqui, patrimônio que integra a rica história da região. Em 2012, a edificação foi tombada pelo governo do Estado, através da Resolução CEC n° 002/2012, o que lhe conferiu proteção legal. No entanto, as recentes vistorias identificaram problemas graves que comprometem sua estabilidade. Entre os danos encontrados, destaca-se a presença de cupins na abóbada, que possui uma estrutura de madeira, além de rachaduras e infiltrações nas paredes da igreja.

Para a vice-presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Espírito Santo (IAB-ES), Dra. Luciene Pessotti, a situação da Igreja São João Batista é um alerta sobre a importância das ações de preservação do patrimônio histórico. Segundo ela, a conservação regular e o monitoramento dos edifícios tombados são essenciais para evitar que as construções cheguem a um estado crítico, como o que agora é visível na igreja de Muqui.

“A preservação do patrimônio histórico é fundamental não apenas para manter as construções de valor cultural e arquitetônico, mas também para proteger a história e a memória de um povo. No caso da Igreja São João Batista, a falta de manutenção adequada ao longo dos anos resultou em danos estruturais graves. Precisamos aprender com essa situação para evitar que outros bens culturais cheguem a um estado de degradação irreversível”, destaca Luciene Pessotti.

A especialista lembra ainda que o tombamento de um edifício histórico é um importante instrumento de proteção legal. “O tombamento facilita a captação de recursos para a manutenção e conservação dessas construções e garante o acesso a obras emergenciais, quando necessário. Por isso, é fundamental que a sociedade e os gestores públicos compreendam a importância desse processo e busquem a preservação ativa do nosso patrimônio”, conclui.

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