Fevereiro Roxo chama atenção para lúpus, Alzheimer e fibromialgia e reforça a importância do diagnóstico precoce
O mês de fevereiro ganha um significado especial com a campanha Fevereiro Roxo, dedicada à conscientização sobre três doenças crônicas que afetam milhões de pessoas em todo o mundo: lúpus, Alzheimer e fibromialgia. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação, incentivar o diagnóstico precoce e destacar a importância do acompanhamento médico contínuo como forma de promover mais qualidade de vida aos pacientes e seus familiares.
O lúpus é uma doença autoimune em que o sistema imunológico passa a atacar tecidos saudáveis do próprio organismo. Segundo o reumatologista da Rede Meridional, José Mario Corassa, o diagnóstico pode ser complexo devido à diversidade de sintomas. “Os sinais são muito variados e podem atingir diferentes órgãos, o que exige atenção aos sintomas iniciais, como dores articulares, fadiga intensa e lesões na pele. O acompanhamento regular é essencial para evitar complicações mais graves”, explica. Entre os fatores associados ao desenvolvimento da doença estão questões genéticas, hormonais e ambientais, como a exposição excessiva ao sol e infecções.
Já o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva, que compromete a memória e outras funções cognitivas. De acordo com a neurologista da Rede Meridional, Vanessa Loyola, os primeiros sinais costumam ser sutis e muitas vezes confundidos com o processo natural do envelhecimento. “Esquecimentos frequentes, dificuldade para organizar tarefas simples e mudanças de comportamento não devem ser ignorados. O diagnóstico precoce permite retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e da família”, destaca. Com a evolução do quadro, o paciente pode perder a autonomia, passando a necessitar de cuidados constantes e apoio multiprofissional.
A fibromialgia, por sua vez, é caracterizada por dor crônica e generalizada, além de sintomas como fadiga, distúrbios do sono e alterações emocionais. O reumatologista José Mario Corassa ressalta que a doença ainda enfrenta preconceito e desinformação. “Por não apresentar alterações visíveis em exames laboratoriais ou de imagem, a fibromialgia muitas vezes é subestimada. No entanto, é uma condição real, que impacta profundamente a rotina e o bem-estar do paciente”, afirma. As causas estão relacionadas a alterações no sistema nervoso central, especialmente na forma como o cérebro processa a dor, além de fatores como estresse físico e emocional.
Para os especialistas, o Fevereiro Roxo vai além da informação médica e reforça a necessidade de empatia e acolhimento. A conscientização é considerada fundamental para reduzir o estigma, incentivar a busca por diagnóstico precoce e garantir que pacientes tenham acesso a tratamento adequado e suporte contínuo, promovendo mais dignidade e qualidade de vida.