Cidade

Desníveis no Contorno do Mestre Álvaro geram reclamações de motoristas

Desníveis no Contorno do Mestre Álvaro geram reclamações de motoristas; DNIT diz que reparos estão dentro da garantia da obra

Motoristas que passam pelo Contorno do Mestre Álvaro têm enfrentado desconforto e preocupação devido a ondulações, rachaduras e desníveis no pavimento em diversos trechos da rodovia. O problema afeta tanto quem dirige carros de passeio quanto caminhões e carretas que circulam diariamente pelo local.

Construído para melhorar a fluidez do trânsito e evitar a passagem de veículos pesados pelo centro da Serra, o contorno registra intenso fluxo de caminhões. Motoristas relatam que as irregularidades na pista provocam impactos dentro dos veículos e podem representar risco de acidentes.

Apesar das críticas, alguns usuários reconhecem a importância da rodovia para desafogar o trânsito da região, embora apontem falhas na qualidade do pavimento. “Foi uma boa para quem dirige, porque foge do trânsito da Serra, mas o asfalto ficou meio irregular”, comentou outro motorista.

O Contorno do Mestre Álvaro foi inaugurado no fim de 2023 e custou cerca de R$ 500 milhões aos cofres públicos. Desde então, já foram registradas diferentes reclamações sobre a estrutura da via, incluindo problemas na sinalização, placas danificadas, guard-rails amassados e mato alto nas margens.

Equipes de manutenção já vem trabalhando em um dos pontos da rodovia, realizando reparos no pavimento de concreto.

Segundo a concessionária Ecovias 101, responsável atualmente pela administração do trecho da BR-101, obras de melhoria estão sendo realizadas ao longo de toda a rodovia. No entanto, a empresa não detalhou quais pontos específicos passam por intervenção neste momento.

Para especialistas, o surgimento de problemas estruturais tão cedo chama atenção. De acordo com o arquiteto e urbanista, rodovias de concreto costumam ter maior durabilidade e demandar menos manutenção que vias asfaltadas.

“Uma rodovia de concreto, quando bem executada e com manutenção periódica adequada, pode durar mais de 30 anos. Por isso surpreende que já esteja apresentando problemas tão precocemente”, avaliou.

Ele explica ainda que os primeiros anos após a entrega de uma obra são fundamentais para o acompanhamento técnico. “Toda obra precisa de manutenção, mas uma obra recém-entregue também exige monitoramento pós-obra para identificar situações que não estavam previstas no projeto ou que precisaram de adaptações durante a execução.”

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT,  que acompanha os reparos realizados na rodovia e destacou que a obra ainda está dentro do prazo de garantia. órgão, os problemas identificados são classificados como “vícios redibitórios”, ou seja, falhas que já existiam na obra no momento da entrega. Por esse motivo, os reparos estão sendo executados pela construtora responsável, sem custos adicionais para a administração pública.

O  contorno deixou de ser administrado pela autarquia em novembro do ano passado, quando passou oficialmente para a gestão da concessionária responsável pelo trecho da BR-101.

Enquanto os reparos seguem em andamento, motoristas esperam que as intervenções tragam mais segurança e conforto para quem utiliza diariamente uma das principais rotas de ligação da Grande Vitória.

Leia também