Cultura Geral

Cultura Popular de Vila Velha ganha exposição na VilaZinha

Exposição valoriza memória e sustentabilidade na Cultura Popular de Vila Velha

De 6 de março a 14 de abril, a VilaZinha Espaço Arte, localizada na Pousada VilaZinha da Prainha, recebe a exposição Cultura Popular de Vila Velha, do artista plástico Romário Batista. A mostra propõe um mergulho no imaginário popular da cidade canela-verde, reunindo narrativas, mitos e lendas que atravessam gerações e ajudam a contar a história de Vila Velha.

Ao todo, a exposição apresenta 15 obras, uma escultura e uma mini instalação que reúne produções de crianças e adolescentes participantes das oficinas do subprojeto Resíduo Vira Arte. A iniciativa integrou o projeto principal com ações voltadas à educação ambiental e à valorização da cultura local, estimulando novos olhares sobre o território e seus símbolos.

Um dos destaques da mostra é o uso de materiais recicláveis na criação das obras. Romário Batista utiliza suportes coletados em vias públicas da cidade, transformando resíduos descartados em arte e reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a ressignificação do que é considerado resto.

O projeto foi desenvolvido pelo artista e conta com o apoio da Pousada VilaZinha da Prainha. A realização tem apoio e patrocínio da Prefeitura de Vila Velha, por meio da Secretaria de Cultura de Vila Velha, do FUNCULTURA e da Secretaria da Cultura do Governo do Estado do Espírito Santo, com recursos da Lei Aldir Blanc, do Ministério da Cultura, do Governo Federal e do Sistema Nacional de Cultura.

Natural de Itamaraju, no sul da Bahia, Romário Batista reside em Vila Velha desde 2009. Sua relação com a arte começou ainda na infância, aos 7 anos, ao observar a avó riscar as paredes da casa com carvão — gesto simples que marcou profundamente sua estética. Crescido em meio a lendas e causos populares ouvidos nas noites do bairro Santo Antônio, o artista transformou medos e memórias em linguagem visual.

Em 2001, ao conhecer o artista e ativista cultural Braz José, foi incentivado a assumir a arte como caminho profissional, contando também com o apoio dos pais, Constantino e Teodora. Desde então, desenvolve uma pesquisa que une mitologia popular, memória e sustentabilidade, utilizando materiais descartados como suporte criativo.

Com trajetória consolidada, Romário Batista já realizou exposições em espaços como o Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul, o Centro Cultural Câmara dos Deputados (DF) e a Galeria Nello Nuno (MG), além de participar da Bienal Naifs do Brasil (SESC Piracicaba), da Bienal de Artes de Rio Preto e da III Bienal do Sertão, entre outras mostras pelo país.

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