No próximo dia 7 de abril, será comemorado o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola, uma data que chama a atenção para um problema que persiste nas instituições de ensino em todo o país. O bullying, infelizmente, é uma realidade que afeta tanto o ambiente escolar quanto a vida social das crianças e adolescentes, podendo causar danos emocionais profundos e duradouros. Para combater essa prática, a solução está no diálogo, na educação e no respeito, elementos fundamentais para a construção de um ambiente escolar saudável.
Bethânia Barcelos Lorençon, diretora da Maple Bear Vitória, uma instituição bilíngue que adota uma metodologia prática e humanizada, defende que a preparação de crianças e adolescentes para um mundo mais empático é essencial. A escola desempenha um papel crucial nesse processo, onde o aprendizado vai além das disciplinas acadêmicas, abrangendo valores humanos e sociais.
A série “Adolescência”, da Netflix, tem contribuído para aprofundar essa discussão ao retratar os desafios enfrentados pelos jovens e os impactos emocionais do bullying. A trama destaca como a falta de apoio, orientação e acolhimento pode gerar consequências profundas para os indivíduos, muitas vezes resultando em traumas que perduram por toda a vida. Para Bethânia, essa narrativa reforça a urgência de se criar um ambiente escolar que priorize o bem-estar dos alunos, onde eles possam se sentir seguros para expressar suas emoções e preocupações.
“Queremos que nossos estudantes se tornem cidadãos conscientes, capazes de construir relações saudáveis e de intervir quando presenciarem qualquer situação de desrespeito”, afirma a diretora. Na Maple Bear, as estratégias pedagógicas são pensadas para cultivar não apenas o conhecimento acadêmico, mas também a empatia, o respeito mútuo e o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, fundamentais para lidar com as diferenças e fortalecer os laços de amizade e cooperação.
Bethânia ressalta que, na Maple Bear, o incentivo à compreensão do outro e ao desenvolvimento de habilidades socioemocionais começa desde os primeiros anos de escolarização. “Nossas salas de aula são ambientes de imersão bilíngue e aprendizagem constante. Os espaços são amplos e estimulantes, organizados para potencializar a absorção do conteúdo e a imersão na língua inglesa, mas também para reforçar a busca e construção do conhecimento de forma colaborativa”, explica.
Além do ensino bilíngue, a escola promove atividades práticas que incentivam as interações sociais entre os alunos, proporcionando momentos em que as crianças podem exercitar a convivência e resolver conflitos de maneira saudável. Esse aprendizado, segundo a diretora, é fundamental para que as crianças compreendam a importância do respeito e da inclusão, pilares essenciais para a construção de uma sociedade mais justa.
O combate ao bullying, no entanto, não é responsabilidade apenas da escola. Ele é um esforço conjunto que envolve professores, alunos e famílias. Para que o ambiente escolar seja seguro e acolhedor, é preciso que haja uma parceria efetiva entre esses três elementos. “A colaboração entre escola e família é essencial para a formação de cidadãos críticos e conscientes”, observa Bethânia.
A escola deve ser um espaço onde os alunos se sintam protegidos e respeitados, mas também onde valores como respeito, inclusão e solidariedade sejam vividos e praticados todos os dias. “O aprendizado vai além do currículo acadêmico. Precisamos formar pessoas capazes de agir com empatia, compreender as diferenças e contribuir para um ambiente mais harmônico e saudável”, conclui a diretora.
Em um momento onde o bullying continua a ser um problema presente, o combate a essa prática precisa começar desde cedo, com ações de educação e acolhimento, e com um diálogo constante entre todos os envolvidos no processo educativo. Só assim será possível construir uma sociedade mais justa, inclusiva e livre de violência.