Casagrande defende negociação para conter impacto de tarifa dos EUA sobre exportações capixabas
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, usou as redes sociais nesta segunda-feira para comentar sua agenda em Brasília, onde tratou dos impactos da taxação de 50% imposta pelo presidente Donald Trump aos produtos brasileiros. Segundo ele, a medida ameaça o emprego, a produção e a competitividade de estados exportadores como o Espírito Santo.
Casagrande afirmou que, em reunião com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, reiterou sua posição em defesa da soberania nacional e cobrou esforços do governo federal para avançar em uma solução negociada com os Estados Unidos.
— Mais uma vez reafirmei minha posição de apoio à defesa da soberania nacional e, ao mesmo tempo, fiz a defesa de buscarmos uma negociação do governo brasileiro com o governo americano — declarou o governador em vídeo publicado nas redes.
Ele destacou que o governo federal também está mobilizando o setor produtivo para ampliar a articulação com empresários americanos.
— O governo brasileiro agora busca que os empresários da agricultura e da indústria possam procurar o apoio dos empresários americanos. Isso é importante para que possamos negociar com o governo americano — explicou.
Casagrande chamou atenção para o peso das exportações capixabas para o mercado norte-americano e alertou para os efeitos de tarifas mais altas.
— É fundamental para o Brasil defender o emprego e evitar pressão sobre a inflação. Para o Espírito Santo isso é ainda mais importante, porque temos uma participação muito forte no comércio internacional. Quase 30% de tudo que exportamos vai para os Estados Unidos — afirmou.
Ele defendeu que a busca por redução de tarifas seja uma ação constante para garantir empregos e o crescimento econômico.
— Precisamos dessa negociação incessante para reduzir qualquer impacto de tarifas sobre o emprego, sobre a atividade econômica e sobre a vida dos brasileiros e dos capixabas — disse.
Por fim, reforçou o compromisso com o diálogo e com o comércio equilibrado.
— Seguimos defendendo o comércio justo, o diálogo e a soberania do Brasil — concluiu o governador.
As conversas em Brasília devem continuar ao longo da semana, com o objetivo de alinhar estratégias nacionais para proteger a competitividade das exportações brasileiras.