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ARTIGO – Sua empresa não está travada. Você está

José Neto Rossini Torres é CEO da Forttu Investimentos e Autor dos livros: “Investe
Logo: Compartilhando experiências com o investidor iniciante” e “O Caminho para o
Sucesso na Assessoria de Investimentos: Processo, Relacionamento e Intensidade”.

É comum ouvir empresários afirmando que a empresa travou. O discurso quase sempre vem acompanhado de justificativas externas: o mercado está mais difícil, os clientes estão mais exigentes, a concorrência aumentou, a economia não ajuda. Mas, na maioria das vezes, a empresa não está travada. O líder está.

Empresas são reflexos diretos de quem as conduz. Crescem na velocidade da mentalidade do seu gestor e expandem até o limite da estrutura emocional e estratégica que ele está disposto a construir. Existe um ponto em toda jornada empresarial em que o conhecimento técnico que trouxe o negócio até ali deixa de ser suficiente para levá-lo ao próximo nível. E é exatamente nesse momento que muitos confundem estabilidade com teto.

Toda empresa que deseja crescer precisa atravessar uma transição inevitável, que é sair do modo operacional e entrar definitivamente no modo estratégico. Enquanto o empresário está centralizando decisões, revisando cada detalhe, resolvendo conflitos pontuais e apagando incêndios diários, ele está, sem perceber, bloqueando a própria expansão.

Há líderes que dizem querer expandir, mas não querem enfrentar conflitos internos. Querem aumentar faturamento, mas evitam conversas difíceis sobre performance. Desejam montar equipes maiores, mas não investem tempo real no desenvolvimento de pessoas. Expansão não é apenas crescimento de receita. É crescimento de responsabilidade.

Cada nova fase do negócio exige uma nova versão do líder. O empreendedor que começou sozinho precisa aprender a confiar. O profissional técnico precisa se tornar gestor. O gestor precisa evoluir para estrategista. E o estrategista precisa aprender a formar outros líderes. Se essa transformação não acontece, a empresa para.

Quando o empresário entende que o limite do negócio está diretamente ligado ao seu próprio limite de visão, a narrativa muda. Ele deixa de culpar o cenário e começa a revisar sua postura. Para de reclamar da equipe e passa a desenvolvê-la. Sai do improviso e entra no planejamento. Substitui o impulso pela estratégia.

Mercados sempre oscilaram. Crises sempre existiram. A concorrência sempre foi parte do jogo. O que diferencia empresas que rompem barreiras daquelas que permanecem estagnadas não é sorte, nem apenas capital. É postura.

Se a empresa parece travada, talvez a pergunta correta não seja “o que está
acontecendo lá fora?”, mas sim “em que ponto eu parei de evoluir?”.

 

José Neto Rossini Torres é CEO da Forttu Investimentos e Autor dos livros: “Investe Logo: Compartilhando experiências com o investidor iniciante” e “O Caminho para o Sucesso na Assessoria de Investimentos: Processo, Relacionamento e Intensidade”.

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