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Politica – Primeiro debate ao Governo do ES coloca candidatos frente a frente

Saúde, educação, segurança pública, mobilidade, turismo, emprego e renda marcaram o primeiro confronto direto entre os candidatos ao Palácio Anchieta

O primeiro debate entre candidatos ao Governo do Espírito Santo nas Eleições 2026 colocou frente a frente, nesta sexta-feira (18), Hélder Salomão (PT), Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB). Promovido pelo Grupo SIM, o encontro foi realizado das 11h às 13h, com transmissão pela TV SIM/SBT, TV Foz, Record News ES, rádio e plataformas digitais do grupo.

O encontro foi marcado pela apresentação de propostas, troca de críticas e discussões sobre temas considerados centrais para o próximo governo estadual, como segurança pública, saúde, educação, turismo, mobilidade urbana, emprego, qualificação profissional, infraestrutura e equilíbrio fiscal.

A jornalista Andressa Missio mediou o debate, que teve regras previamente apresentadas aos candidatos. Os participantes tiveram tempos determinados para perguntas, respostas, réplicas e tréplicas, além de considerações iniciais e finais.

O Grupo SIM havia realizado, nos dias anteriores, uma rodada de sabatinas com os cinco candidatos ao Governo do Estado. Para o debate, participaram Hélder Salomão, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço.

Considerações iniciais

Lorenzo Pazolini foi o primeiro a falar. Logo no início, manifestou pesar pelos assassinatos de duas mulheres capixabas, Alessandra e Janete, vítimas de feminicídio, e que o episódio reforçava a necessidade de discutir segurança pública e proteção às mulheres.

O candidato do Republicanos defendeu a construção de um Estado que, segundo ele, tenha mais segurança, prosperidade e capacidade de atendimento nas áreas de saúde e infraestrutura.

Pazolini também mencionou a necessidade de ampliar estradas, melhorar o escoamento da produção agrícola, reduzir os índices de violência e fortalecer o atendimento médico.

Ao apresentar sua visão para o Estado, afirmou que pretende trabalhar com problemas cotidianos da população, citando escolas, unidades de saúde, atendimento especializado e desenvolvimento regional.

Na sequência, Ricardo Ferraço destacou sua trajetória na administração pública e afirmou que pretende dar continuidade a políticas que, segundo ele, contribuíram para avanços no Espírito Santo.

O candidato do MDB mencionou sua atuação como secretário de Estado e vice-governador e defendeu a manutenção do planejamento, do equilíbrio das contas públicas e dos investimentos nos 78 municípios capixabas.

Ferraço afirmou que as conquistas obtidas nos últimos anos devem ser consideradas ponto de partida para um novo ciclo de desenvolvimento.

Hélder Salomão foi o terceiro candidato nas considerações iniciais. Professor, o candidato do PT destacou sua experiência de 18 anos em sala de aula e sua passagem pela Prefeitura de Cariacica.

Salomão afirmou que conhece o Estado em diferentes regiões e defendeu um projeto baseado em planejamento, participação popular e parcerias.

O candidato também apresentou sua experiência como prefeito de Cariacica, citando o índice de aprovação que atribuiu à sua administração ao deixar o cargo, além de defender maior participação da população nas decisões do governo.

Turismo e desenvolvimento regional

O primeiro tema sorteado foi turismo. Lorenzo Pazolini questionou Hélder Salomão sobre as políticas públicas para ampliar o potencial turístico do Espírito Santo e gerar emprego e renda.

Salomão afirmou que pretende transformar o turismo em uma das áreas estratégicas de seu governo. Citou o potencial do Caparaó, das montanhas, do litoral norte, de Itaúnas, do agroturismo, do ecoturismo, do turismo de aventura e do turismo de base comunitária.

O candidato também defendeu estudos integrados por região, em parceria com municípios, governo federal, iniciativa privada e sociedade civil.

Outro ponto destacado foi a preservação ambiental. Segundo Salomão, o desenvolvimento turístico não pode comprometer os recursos naturais do Estado.

Pazolini, na réplica, criticou o que classificou como falta de atenção das administrações anteriores ao setor e citou investimentos realizados em Vitória, além de defender o turismo como instrumento de geração de emprego e renda.

Na tréplica, Salomão reforçou a proposta de trabalhar em parceria com municípios e iniciativa privada. Também mencionou a necessidade de revitalização do Centro de Vitória, defendendo uma atuação conjunta entre Prefeitura e Governo do Estado.

Educação: salário dos professores e escolas de tempo integral

A educação foi um dos momentos de maior confronto entre Hélder Salomão e Ricardo Ferraço.

Salomão questionou Ferraço sobre a remuneração dos professores estaduais e afirmou que, apesar da situação fiscal positiva do Estado, os docentes estariam em posição desfavorável quando comparados aos profissionais de outros estados.

Ferraço respondeu destacando indicadores educacionais do Espírito Santo e afirmou que o Estado está entre os melhores resultados do país em diferentes avaliações.

O candidato também apresentou a expansão das escolas de tempo integral como uma das marcas da atual gestão. Segundo ele, o número de unidades teria passado de 32 para 232, com previsão de novas escolas.

Ferraço afirmou ainda que pretende ampliar a oferta de educação em tempo integral para toda a rede e destacou unidades classificadas como “Escolas do Futuro”, com tecnologia, inteligência artificial e inovação.

Na réplica, Salomão voltou ao tema salarial e afirmou que pretende alterar o modelo de gestão da educação estadual, defendendo maior participação de professores, famílias e comunidades.

O candidato também afirmou que pretende ampliar a educação profissional, melhorar a capacitação dos professores e reduzir a burocracia.

Ferraço, por sua vez, atribuiu os resultados educacionais à atuação de professores, diretores, pedagogos e demais profissionais da área e afirmou que pretende continuar ampliando a qualificação profissional.

Segurança pública concentra críticas

A segurança pública foi outro dos principais momentos do debate.

Ricardo Ferraço questionou Lorenzo Pazolini sobre quais seriam suas metas para combater a criminalidade e manter a redução dos homicídios no Estado.

Ao apresentar sua resposta, Pazolini afirmou que pretende valorizar os profissionais da segurança pública, ampliar o uso de tecnologia, fortalecer a educação em tempo integral e aumentar a estrutura das polícias.

O candidato citou ainda questões relacionadas ao efetivo das polícias Civil e Militar e ao sistema prisional. Também abordou especificamente a violência contra as mulheres e defendeu políticas públicas voltadas à proteção feminina.

Ferraço rebateu apresentando números sobre recomposição dos efetivos das forças de segurança durante o atual ciclo de governo. Segundo o candidato, houve contratação e concursos para ampliar as polícias Militar e Civil, além da reestruturação da Polícia Penal e da Polícia Científica.

Na tréplica, Pazolini criticou a atuação das gestões anteriores e afirmou que o Estado ainda enfrenta problemas estruturais na segurança.

Câmeras corporais entram no debate

No segundo bloco, o jornalista Tiago Américo questionou Pazolini sobre o uso de câmeras corporais por policiais militares e civis.

O candidato afirmou que considera a tecnologia importante para a proteção dos agentes e para a produção de provas, mas defendeu que a utilização seja ampliada respeitando situações consideradas sensíveis e a legislação de proteção de dados.

Pazolini citou a experiência da Guarda Municipal de Vitória e afirmou que parte do efetivo já utiliza câmeras corporais.

Também destacou o sistema de videomonitoramento da capital, mencionando câmeras com reconhecimento facial e inteligência artificial.

Ao ser novamente questionado sobre a possibilidade de tornar o uso das câmeras uma política estadual para as polícias, Pazolini reiterou que defende a expansão da tecnologia, especialmente no policiamento preventivo e comunitário, observando as regras de proteção de dados.

Reforma tributária e equilíbrio das contas públicas

A reforma tributária também apareceu no debate, principalmente nas perguntas sobre como conciliar promessas de campanha com o equilíbrio fiscal do Estado.

Hélder Salomão afirmou que pretende criar um comitê para avaliar os impactos da reforma tributária sobre o Espírito Santo e discutir medidas necessárias para preservar a capacidade financeira do Estado.

Ao ser questionado sobre como pretende financiar suas propostas, citou sua experiência na Prefeitura de Cariacica e afirmou que conseguiu entregar a administração com recursos em caixa e obras em andamento.

Salomão defendeu uma mesa permanente de negociação com os servidores públicos e afirmou que pretende observar a capacidade financeira do Estado para promover a valorização dos funcionários.

Também criticou a existência, segundo ele, de contradições entre o equilíbrio fiscal e áreas como saúde, segurança e remuneração dos professores.

Parceria com o governo federal

Questionado sobre sua relação com o governo federal, Hélder Salomão afirmou que sua candidatura conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu a importância de uma relação institucional com Brasília.

O candidato citou obras e investimentos federais relacionados às rodovias BR-262, BR-259 e BR-101, além de mencionar recursos relacionados à repactuação do acordo de Mariana.

Salomão afirmou que uma eventual relação próxima com o governo federal poderia facilitar a busca por investimentos para o Espírito Santo.

Alianças políticas e modelo de governo

Ricardo Ferraço foi questionado sobre sua aliança eleitoral, que reúne nove partidos, e sobre como pretende administrar um governo formado por diferentes forças políticas.

O candidato afirmou que pretende governar de acordo com os interesses da população capixaba e defendeu a construção de uma frente ampla.

Ferraço disse que sua intenção é utilizar critérios de mérito, qualificação técnica e capacidade política na escolha de integrantes do governo.

Questionado novamente sobre alinhamento ideológico entre direita e esquerda, respondeu que pretende se posicionar em favor dos interesses da população capixaba.

Saúde: regionalização e filas

A saúde foi um dos temas centrais do debate. Lorenzo Pazolini questionou Hélder Salomão sobre a existência de filas para consultas, exames e procedimentos especializados e sobre a necessidade de deslocamento de pacientes do interior para a Grande Vitória.

Salomão defendeu a regionalização dos serviços e afirmou que pretende aproximar os especialistas das regiões onde os pacientes vivem.

O candidato também citou o programa federal Mais Especialidades e a utilização de unidades móveis de atendimento, com destaque para a saúde da mulher.

Outra proposta apresentada foi a regionalização da regulação do Samu, para evitar, segundo ele, que pacientes sejam encaminhados para regiões distantes de suas residências quando houver alternativas mais próximas.

Pazolini, na réplica, afirmou que é necessário ampliar investimentos e regionalizar o atendimento. Também citou ações realizadas durante sua administração na Prefeitura de Vitória.

Na tréplica, Salomão afirmou que pretende concluir obras de saúde em andamento e mencionou hospitais e complexos de saúde em diferentes regiões do Estado.

Saúde em Vitória vira ponto de confronto

O debate sobre saúde estadual acabou levando os candidatos a discutir a situação da saúde na capital.

Pazolini defendeu os serviços prestados pelos Pronto-Atendimentos de Vitória e afirmou que as avaliações apresentadas durante o debate utilizariam uma escala cuja nota máxima seria 5.

Na consideração final, o candidato voltou ao tema e disse que profissionais da saúde de Vitória teriam se sentido desrespeitados pelas críticas feitas durante o debate.

Ferraço, por sua vez, criticou a administração de Pazolini em Vitória, afirmando que o município não teria colocado em funcionamento uma UPA durante sua gestão e questionando resultados apresentados pelo adversário.

O tema se transformou em um dos momentos mais diretos de troca de críticas entre os candidatos.

Mobilidade urbana na Grande Vitória

Hélder Salomão questionou Ricardo Ferraço sobre a ausência, segundo ele, de um projeto integrado de mobilidade para a Região Metropolitana da Grande Vitória.

Ferraço apresentou investimentos realizados ou em andamento, citando a ampliação de faixas na Segunda Ponte, corredores metropolitanos, o Aquaviário e projetos relacionados à integração do sistema Transcol.

Também mencionou a implantação do corredor metropolitano sul, investimentos na Serra e projetos para Viana.

O candidato afirmou que o governo estadual está realizando investimentos de grande porte na mobilidade e citou ainda a ampliação da frota de ônibus com ar-condicionado.

Na réplica, Salomão defendeu a criação de faixas exclusivas para ônibus e a elaboração de um plano integrado de mobilidade urbana, envolvendo os prefeitos da Grande Vitória.

Também afirmou que pretende ampliar o uso de ônibus elétricos e fortalecer a integração metropolitana.

Ferraço respondeu citando parcerias com municípios e projetos de infraestrutura em Vila Velha e outras regiões da Grande Vitória.

Emprego, renda e qualificação profissional

No último bloco de perguntas, Ricardo Ferraço questionou Lorenzo Pazolini sobre emprego e renda.

Ferraço destacou a redução da taxa de desemprego no Espírito Santo e perguntou quais seriam as medidas de Pazolini para manter a geração de empregos.

Pazolini apresentou como proposta a integração entre governo e setor produtivo para definir cursos de qualificação profissional de acordo com a demanda real das empresas.

O candidato afirmou que existem centenas de milhares de capixabas aguardando oportunidades de qualificação e defendeu a expansão dos cursos para os 78 municípios.

Ferraço respondeu citando o programa Qualificar e afirmou que o Espírito Santo já possui políticas de qualificação profissional em execução.

Também defendeu a ampliação de programas voltados a pessoas com mais de 40, 50 e 60 anos.

Na tréplica, Pazolini voltou a defender uma política de qualificação profissional descentralizada e adaptada às necessidades de cada região.

Candidatos fazem críticas nas considerações finais

Nas considerações finais, Lorenzo Pazolini retomou o tema da saúde e rebateu críticas relacionadas aos serviços de Vitória.

O candidato afirmou que a nota atribuída aos Pronto-Atendimentos de Vitória durante o debate teria sido interpretada de maneira incorreta e apresentou números específicos de avaliação dos serviços.

Pazolini também reforçou propostas nas áreas de segurança, saúde, desenvolvimento regional e participação popular.

Ricardo Ferraço utilizou seu tempo final para agradecer ao Grupo SIM e voltou a criticar as administrações anteriores de Vitória.

O candidato destacou investimentos realizados pelo atual governo estadual e defendeu a continuidade de políticas de infraestrutura, segurança e modernização da administração pública.

Ferraço encerrou sua participação pedindo apoio à sua candidatura e associando seu número eleitoral às realizações que atribui ao atual ciclo administrativo.

Hélder Salomão afirmou que o debate permitiu comparar propostas e trajetórias. O candidato voltou a defender seu projeto como uma construção coletiva e destacou sua relação política com o governo federal.

Salomão também apresentou três conceitos associados à sua proposta de governo: humildade, honestidade e habilidade para articulação. Em seguida, citou planejamento, participação e parcerias como pilares de sua plataforma.

Ao final, defendeu a eleição de um professor para o Governo do Espírito Santo.

Debate expõe diferenças em áreas estratégicas

Ao longo de duas horas, os três candidatos apresentaram propostas e protagonizaram confrontos principalmente nos temas de saúde, segurança pública, educação, mobilidade e geração de emprego.

Enquanto Ferraço enfatizou a continuidade de políticas e investimentos do atual ciclo administrativo, Salomão apresentou uma plataforma baseada em participação popular, regionalização dos serviços e parceria com o governo federal. Pazolini, por sua vez, destacou experiências da Prefeitura de Vitória.

O debate do Grupo SIM integrou a cobertura das Eleições 2026 e ampliou o espaço para que os candidatos apresentassem suas posições diretamente aos eleitores.

A iniciativa faz parte de uma cobertura multiplataforma do Grupo SIM, que reuniu televisão, rádio e plataformas digitais para acompanhar a disputa pelo Palácio Anchieta.

Com o confronto, os eleitores capixabas passaram a ter mais um espaço para conhecer as propostas, os argumentos e as prioridades apresentadas pelos candidatos que participaram do debate.

 

Debate Record News Equipe de jornalistas conduziu rodada de perguntas

Mediadora a jornalista Andressa Missiojuntamente com os jornalistas  Vinícius Baptista, Fábio Botacin e Tiago Américo.

Repórteres e perguntas feitas no debate

1. Vinícius Baptista — jornalista do Grupo SIM

A pergunta foi dirigida a Ricardo Ferraço e tratou da formação da aliança política:

“Como será a participação dos partidos aliados em um eventual governo? A gestão será alinhada à direita ou à esquerda?”

Ferraço respondeu defendendo uma frente ampla e afirmou que os partidos aliados poderiam participar da administração, mas que as decisões deveriam considerar, segundo ele, os interesses da população capixaba. Também foi questionado sobre sua posição na eleição presidencial e respondeu que estaria “do lado do interesse do povo capixaba”.

2. Fábio Botacin — jornalista do Grupo SIM

A pergunta foi dirigida a Hélder Salomão e abordou responsabilidade fiscal:

“Como garantir o cumprimento das promessas mantendo o equilíbrio das contas públicas?”

Salomão respondeu citando sua experiência como prefeito de Cariacica e afirmou que pretendia conciliar responsabilidade fiscal, investimentos e valorização dos servidores públicos.

Na sequência, o bloco também trouxe questionamento sobre parcerias com o Governo Federal para obras como as BR-262 e BR-259, tema que levou Salomão a falar sobre sua relação política com o presidente Lula e sobre investimentos federais.

3. Tiago Américo — jornalista do Grupo SIM

A pergunta foi dirigida a Lorenzo Pazolini e tratou do uso de câmeras corporais pelas forças de segurança:

“Se eleito, vai obrigar policiais militares e civis a utilizarem câmeras corporais?”

Pazolini defendeu a ampliação da utilização das câmeras, destacando tanto a proteção dos policiais quanto a produção de provas. Também falou sobre a necessidade de protocolos para preservar imagens de ocorrências sensíveis.

Mediação

A condução do debate ficou a cargo da jornalista Andressa Missio, responsável pela apresentação e mediação do encontro. O formato teve quatro blocos, incluindo confronto direto entre os candidatos, perguntas dos jornalistas, temas sorteados e possibilidade de direito de resposta.

Cris Dock

Cris Dock. superintendente de Jornalismo e participou da preparação da cobertura eleitoral. Em publicação anterior, o Grupo SIM também a identifica como supervisora de Conteúdo.

Ela destacou que a cobertura eleitoral foi planejada como uma operação multiplataforma, envolvendo televisão, rádio, portal e YouTube, com o objetivo declarado de oferecer informações para que os eleitores conhecessem os candidatos e suas propostas.

 

Luciene Costa jornalista Revista Ekletica

revistaekletica@gmail.com

 

 

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