Cidade Geral

Reciclagem de entulho poupa mais de R$ 200 mil e reforça ações sustentáveis na Serra

A destinação correta dos resíduos da construção civil tem se transformado em uma importante ferramenta de economia e sustentabilidade na Serra. Entre janeiro e maio deste ano, o município deixou de gastar mais de R$ 200 mil graças à separação adequada do entulho gerado em obras e reformas, segundo dados da Secretaria Municipal de Serviços (Sese).

O resultado é fruto de uma estratégia que alia educação ambiental, reciclagem e reaproveitamento dos materiais, permitindo que resíduos antes considerados descartáveis retornem à cidade em forma de insumos para manutenção de ruas e estradas.

Mais de três mil toneladas de resíduos classificados como “limpos” foram encaminhadas para uma usina especializada em reciclagem. Após passarem pelo processo de britagem, os materiais se transformam em agregados reciclados utilizados em serviços de conservação de estradas de chão, ruas sem pavimentação e acessos a comunidades.

A reutilização do material reduz a necessidade de compra de novos insumos e diminui os custos com a disposição em aterros sanitários.

Segundo o prefeito Weverson Meireles, a economia é resultado de investimentos e da participação da população.

“Estamos transformando um problema ambiental em benefícios concretos para a cidade. A união entre conscientização, infraestrutura e participação popular permite melhor aproveitamento dos recursos públicos e mais sustentabilidade”, destacou.

No período, a reciclagem dos resíduos teve um custo de R$ 146.849,70. Caso todo esse volume tivesse sido descartado sem separação e destinado aos aterros sanitários, a despesa chegaria a R$ 348.197,20.

Na prática, a diferença representa uma economia superior a R$ 200 mil para os cofres municipais em apenas cinco meses.

De acordo com o secretário de Serviços, Enivaldo Dias, a estrutura de atendimento disponível no município tem sido fundamental para ampliar a reciclagem e combater o descarte clandestino.

“A Serra conta com Áreas de Triagem e Transbordo e ecopontos distribuídos em diferentes regiões. Nosso objetivo é ampliar ainda mais essa rede para facilitar o acesso da população e fortalecer as ações de limpeza urbana e preservação ambiental”, afirmou.

Os chamados resíduos Classe A, conhecidos como entulho limpo, são compostos por materiais como:

  • Concreto;
  • Argamassa;
  • Blocos e tijolos;
  • Pedras e terra não contaminada;
  • Pisos, revestimentos cerâmicos e telhas.

Já o entulho misturado com madeira, plástico, gesso, metais e embalagens é considerado resíduo “sujo” e precisa ser encaminhado para aterros licenciados, o que aumenta significativamente os custos do processo.

O município disponibiliza Áreas de Triagem e Transbordo (ATTs) nos bairros Cidade Pomar e Barcelona, além de ecopontos em Jardim Carapina, Novo Porto Canoa e Vila Nova de Colares.

A Prefeitura também orienta os moradores a denunciarem casos de descarte irregular à Fiscalização Ambiental pelo telefone (27) 99951-2321 ou por meio do aplicativo Colab.

Além de reduzir despesas públicas, a reciclagem do entulho contribui para a preservação ambiental, evita a ocupação desnecessária dos aterros e garante o reaproveitamento de materiais que podem voltar a servir à infraestrutura urbana. A experiência da Serra demonstra que a gestão adequada dos resíduos da construção civil pode gerar impactos positivos tanto para o meio ambiente quanto para as finanças do município.

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