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Educação de Vitória é finalista no Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026

A Educação de Vitória é finalista no Prêmio Sim à Igualdade Racial 2026, na categoria Escolas SIM – Secretaria de Educação Referência. Promovida pelo Instituto Identidades do Brasil (ID_BR), a premiação é a maior celebração da luta antirracista no Brasil. A cerimônia para entrega do prêmio será nesta quarta-feira (13), no Rio de Janeiro.

A indicação, feita por curadoria do próprio ID_BR, reconhece secretarias que investem na ampliação da jornada escolar com qualidade, promovem ambientes educacionais inclusivos e reduzem desigualdades históricas. A categoria contempla secretarias que investem na ampliação da jornada escolar com qualidade, promovem ambientes educacionais inclusivos, reduzem desigualdades históricas e expandem a educação em tempo integral.

Para a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, a indicação reflete a seriedade com que a rede trata o tema.”Ser finalista do Prêmio Sim à Igualdade Racial, na categoria Secretaria Referência, representa o reconhecimento de uma política pública construída com intencionalidade, coragem e compromisso com a equidade. Em Vitória, acreditamos que uma educação pública só é verdadeiramente de qualidade quando enfrenta o racismo, valoriza as identidades dos nossos estudantes e garante que todas as crianças se reconheçam como sujeitos de direitos, pertencimento e potência”, afirmou.

Trabalho estruturado

O reconhecimento nacional é reflexo de uma política educacional antirracista consolidada ao longo dos anos. A Seme mantém duas comissões permanentes dedicadas ao tema: a Comissão de Estudos Afro-Brasileiros (Ceafro) e a Comissão de Educação das Relações Étnico-Raciais (Cerer). Entre as atribuições das comissões está a oferta de cursos de formação continuada voltados para a educação das relações étnico-raciais, com foco na aplicabilidade das Leis n.º 10.639/2003 e n.º 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas de todo o Brasil.

Por meio dessas comissões, a rede municipal forma profissionais que atuam como agentes multiplicadores nas unidades de ensino, promovendo vivências territoriais de valorização da população negra e indígena e oferecendo subsídios para o enfrentamento ao racismo no cotidiano escolar.

“Ser finalista desse prêmio é resultado de uma trajetória construída coletivamente ao longo de mais de 20 anos. A Ceafro e a Cerer desenvolvem, de forma contínua e estruturada, formações permanentes com profissionais da educação, acompanhamento de casos de violência racial e ações pedagógicas que colocam as Leis n.º 10.639/2003 e n.º 11.645/2008 no centro do currículo da rede. Mais do que ações pontuais, é um trabalho ético e político-pedagógico comprometido com a garantia de qualidade, pertencimento e dignidade na educação pública”, afirmou Noélia Miranda, membro da Comissão de Estudos Afro-Brasileiros (Ceafro) e da Comissão de Educação das Relações Étnico-Raciais (Cerer).

Avanço nos indicadores

A candidatura ao prêmio também se apoia em avanços concretos da rede. Em 2021, apenas 28% das crianças estavam alfabetizadas até os 7 anos e o município ocupava a 12.ª posição entre as capitais brasileiras. Em 2025, segundo o Indicador Criança Alfabetizada do Ministério da Educação (MEC), esse índice chegou a 79,2%, colocando Vitória no 3º lugar no ranking nacional e no 1º lugar da região Sudeste pelo segundo ano consecutivo.

Para a gerente de Ensino Fundamental, Karla Morais, o avanço é resultado de uma política pedagógica consistente. “Esse resultado é fruto de uma política pública focada na equidade e no direito de todos à aprendizagem. Sem deixar ninguém para trás, investimos em formação de professores, avaliações e um monitoramento pedagógico sistemático que chega diretamente na sala de aula. Esse reconhecimento é a prova de que, com gestão e compromisso, estamos garantindo ensino de qualidade para cada um de nossos estudantes em Vitória”, destacou.

Expansão do tempo integral

Na educação em tempo integral, o crescimento é igualmente expressivo. Em 2026, são 50 unidades escolares ofertando a modalidade em todas as regiões de Vitória. Em 2021, apenas quatro escolas funcionavam nesse formato.

“Desde 2021, saímos de 4 para 50 escolas em tempo integral, sendo 35 de Educação Infantil e 15 de Ensino Fundamental, em todas as regiões de Vitória. Isso em um universo de pouco mais de 100 unidades escolares, ou seja, quase metade da rede oferece o ensino em tempo integral. Não é só mais tempo na escola: é cuidado, é formação integral, é protagonismo e projeto de vida para cada criança e estudante. Essa expansão já vem reduzindo desigualdades territoriais, combatendo a evasão e aumentando os índices de aprendizagem. É uma política pública que assegura o direito de aprender de todos”, afirmou a coordenadora do Tempo Integral, Silvana Teixeira.

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