A reforma tributária, em discussão no Brasil, deve provocar mudanças significativas no sistema fiscal e no ambiente de negócios do país. Com a proposta de extinção dos tributos Programa de Integração Social (PIS), Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e (Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cerca de R$ 40 bilhões em benefícios fiscais deixarão de existir a partir de 2027.
O valor representa aproximadamente 6,5% dos incentivos concedidos atualmente pelo governo federal. A proposta faz parte da criação de um novo modelo de tributação sobre o consumo, que busca simplificar o sistema e reduzir distorções econômicas.
De acordo com o advogado tributarista, Tulio Ribeiro Fialho, a mudança deve trazer impactos relevantes para empresas que utilizam incentivos fiscais como estratégia de competitividade. “A reforma busca simplificar o sistema e reduzir desigualdades tributárias, mas empresas que dependem desses benefícios precisarão rever planejamento financeiro e operacional”, explica.
Segundo o especialista, embora o novo modelo possa aumentar a segurança jurídica e estimular investimentos no longo prazo, o período de transição exigirá atenção do setor produtivo. “A adaptação será essencial para que as empresas consigam manter competitividade dentro do novo cenário tributário”, destaca.
A reforma tributária é considerada uma das principais agendas econômicas do país e tem potencial para modificar profundamente a dinâmica empresarial brasileira nos próximos anos.