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Pós-Carnaval: retomada gradual e sem excessos

Pós-carnaval: endocrinologista orienta retomar rotina gradualmente e evitar radicalismos após a folia

Depois de dias intensos de Carnaval, marcados por poucas horas de sono, consumo de álcool e alimentação desregulada, é comum que o corpo dê sinais de desequilíbrio. Tontura, náusea, dor de cabeça e até queda de pressão fazem parte do chamado “pós-ressaca”, um período que exige atenção e cuidado com a saúde.

Segundo a endocrinologista Gisele Lorenzoni, o momento pede respeito aos limites do organismo e nada de soluções extremas. “O pós-folia é um período de reorganização metabólica. Hidratação adequada, alimentação leve, sono de qualidade e a retomada da atividade física de forma gradual, sem radicalismos, são fundamentais para que o corpo volte ao equilíbrio”, orienta.

A médica explica que o álcool provoca desidratação e sobrecarga no fígado, além de favorecer processos inflamatórios. Por isso, a ingestão regular de água é essencial para auxiliar na desintoxicação natural do organismo. “A água, associada ao consumo de frutas, verduras e alimentos equilibrados, ajuda o metabolismo a funcionar normalmente novamente”, destaca.

Apesar disso, muitos foliões tentam “compensar” os excessos recorrendo a dietas restritivas ou até ao jejum prolongado logo após o Carnaval. Para a especialista, essa prática pode ser prejudicial, especialmente para quem exagerou na bebida alcoólica. “O consumo excessivo de álcool já provoca um desequilíbrio na produção de glicose. Ficar sem comer pode aumentar o risco de hipoglicemia”, alerta.

A recomendação, segundo Gisele Lorenzoni, é simples e segura: retomar a rotina alimentar com equilíbrio. “O ideal é quebrar o jejum pela manhã priorizando carboidratos de boa qualidade associados a uma boa fonte de proteína, para manter a glicemia estável. Sem desespero, mas com cuidado e consciência”, conclui.

A mensagem principal para o pós-Carnaval é clara: cuidar do corpo com gentileza, respeitando o tempo de recuperação e evitando medidas extremas que podem trazer mais prejuízos do que benefícios à saúde.

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