Com a chegada do verão, aumentam os casos de conjuntivite, uma inflamação que atinge a membrana transparente que recobre a parte branca dos olhos e a região interna das pálpebras. A doença pode ter diferentes causas e, em alguns casos, é altamente contagiosa, exigindo atenção redobrada, especialmente em períodos de férias, viagens e maior convivência em ambientes coletivos.
De acordo com especialistas, existem cinco principais tipos de conjuntivite: viral, bacteriana, fúngica, alérgica e a provocada por contato com produtos químicos. Entre elas, apenas as conjuntivites viral, bacteriana e fúngica são transmissíveis. As duas primeiras são as mais comuns nesta época do ano.
O aumento dos casos no verão está diretamente ligado a fatores como aglomerações e dificuldade de manter hábitos adequados de higiene em locais como praias, piscinas e espaços públicos. O compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, também contribui para a disseminação do problema. Muitas vezes, uma pessoa ainda sem sintomas aparentes pode carregar o vírus ou a bactéria e transmitir para outras.
Outro fator de risco é o contato indireto com superfícies contaminadas, como cadeiras de praia. Basta tocar o local e, em seguida, levar a mão aos olhos para que a infecção aconteça. A conjuntivite é considerada altamente contagiosa.
Principais sintomas
Os sinais mais comuns da conjuntivite incluem vermelhidão nos olhos, coceira intensa, sensação de areia, lacrimejamento e secreção. Em muitos casos, a pessoa acorda com os olhos colados devido ao acúmulo de secreção durante a noite.
Ao perceber os primeiros sintomas, a orientação é procurar um médico oftalmologista. A automedicação pode agravar o quadro, já que existem tratamentos específicos para cada tipo de conjuntivite. Medicamentos indicados para uma forma da doença podem piorar outra. Além disso, nem todo olho vermelho é conjuntivite, o que reforça a importância do diagnóstico correto.
Uma medida auxiliar recomendada é a higienização dos olhos com soro fisiológico gelado, sempre novo, especialmente quando houver secreção. A limpeza deve ser feita várias vezes ao dia, conforme orientação médica.
Nos casos de conjuntivite infecciosa, o isolamento temporário é fundamental para evitar a transmissão. O afastamento de atividades coletivas não deve ser encarado como férias. Frequentar praias, escolas ou locais com aglomeração durante o período de contágio aumenta o risco de surtos.
A doença pode, inclusive, reinfectar a mesma pessoa em um curto espaço de tempo, seja pelo mesmo agente causador ou por agentes diferentes. Por isso, os cuidados devem ser mantidos mesmo após a melhora dos sintomas.
Embora muitas pessoas tratem a conjuntivite como algo simples, a doença pode evoluir para complicações mais graves. Em alguns casos, pode deixar cicatrizes na córnea, levando à redução da visão. Por isso, o acompanhamento médico é essencial.
Crianças são mais vulneráveis, pois ainda não têm total consciência sobre hábitos de higiene. Em ambientes escolares, um único caso pode rapidamente se transformar em surto. Ao identificar olhos vermelhos ou secreção, a recomendação é afastar o aluno e orientar os responsáveis a procurar atendimento médico.
Em casa, os cuidados devem ser intensificados. É possível cuidar da criança sem que os responsáveis sejam contaminados, desde que haja higiene rigorosa das mãos, uso de objetos individuais e atenção para não levar as mãos aos olhos.
Como prevenir a conjuntivite
Entre as principais orientações para prevenção estão:
Não compartilhar toalhas, lençóis ou objetos pessoais;
Lavar as mãos frequentemente com água e sabão;
Utilizar álcool em gel quando não houver acesso à lavagem adequada;
Evitar coçar ou levar as mãos aos olhos;
Redobrar os cuidados em praias, piscinas e ambientes coletivos.
A adoção desses hábitos simples é fundamental para reduzir o risco de contágio e aproveitar o verão com mais saúde e segurança.