Economia

Fábrica inaugurada em Aracruz completa cadeia de produção da Suzano no Espírito Santo

Suzano inaugura fábrica de papel tissue em Aracruz e fortalece cadeia produtiva no Espírito Santo

A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos derivados do eucalipto, inaugurou oficialmente, na última semana, uma moderna fábrica de papel tissue em Aracruz. O investimento de R$ 650 milhões consolida a verticalização da produção da companhia no Espírito Santo — dos plantios florestais ao produto final — e reforça o papel estratégico do estado na cadeia de bens de consumo da empresa, fabricante de marcas como Neve®, Mimmo® e Max Pure®.

Com capacidade para produzir 60 mil toneladas de papel tissue por ano, já convertido em produtos prontos para comercialização, a nova unidade integra um pacote de R$ 1,17 bilhão concluído em 2025. Esse montante inclui ainda R$ 520 milhões destinados à instalação de uma caldeira de biomassa de última geração, capaz de gerar até 120 toneladas de vapor por hora. O sistema utiliza resíduos de eucalipto — uma fonte totalmente renovável — para abastecer o processo fabril, elevando a eficiência e a sustentabilidade da operação.

Metade da produção será convertida na própria unidade de Aracruz, enquanto a outra parte seguirá para a planta de Cachoeiro de Itapemirim, inaugurada em 2021. A integração entre as unidades reduz custos logísticos e emissões de CO₂, fortalecendo o fornecimento ao mercado do Sudeste, que também conta com o apoio da unidade de Mogi das Cruzes (SP).

A fábrica incorpora tecnologia italiana de ponta, oferecendo maior competitividade e sustentabilidade. De acordo com o vice-presidente executivo de Bens de Consumo da Suzano, Luís Bueno, a previsão é de que a operação alcance plena capacidade em até seis meses.

“Ao construir uma fábrica de papel dentro de uma planta de celulose, reduzimos drasticamente o transporte e o consumo energético, aproveitando toda a infraestrutura existente, o que traz ganhos logísticos, econômicos e ambientais importantes”, destacou o executivo.

Com a nova unidade, a Suzano passa a contar com sete fábricas de bens de consumo e eleva sua capacidade instalada no setor de tissue para 340 mil toneladas por ano, em um mercado nacional estimado em 1,4 milhão de toneladas anuais.

O investimento foi viabilizado pelo aproveitamento de créditos de ICMS de exportações acumulados pela Suzano, medida autorizada pelo Governo do Espírito Santo. A iniciativa, segundo o governador Renato Casagrande, demonstra a importância da parceria entre o poder público e o setor produtivo para impulsionar a industrialização e gerar emprego e renda.

“Com a inauguração da nova fábrica da Suzano, vamos ter no Espírito Santo toda a cadeia de produção do papel: da árvore até o produto para consumo final. Qual o papel do governo nisso? É mostrar que o poder público e os empreendedores podem trabalhar em perfeita parceria, criando um ambiente de segurança e confiança para quem quer investir. No caso da Suzano, ao invés de deixar seus créditos de ICMS parados, autorizamos que fossem usados para investir em uma nova fábrica. O resultado é o que estamos vendo: uma indústria moderna, que gera renda e empregos diretos e indiretos. Quando o poder público, a iniciativa privada e a sociedade trabalham juntos, avançamos muito mais no desenvolvimento da nossa economia”, afirmou Casagrande.

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