Especialistas alertam sobre a importância do acompanhamento especializado e de hábitos alimentares rigorosos para a qualidade de vida dos pacientes
A doença celíaca, uma condição autoimune desencadeada pela ingestão de glúten — proteína presente no trigo, centeio e cevada — afeta milhões de pessoas em todo o mundo e exige atenção redobrada para o diagnóstico e controle eficaz. Apesar do aumento na conscientização sobre a doença, muitos casos ainda são identificados tardiamente, comprometendo a saúde e o bem-estar dos pacientes.
De acordo com a médica gastroenterologista da Unimed Sul Capixaba, Ozilia Daros, o diagnóstico precoce é um dos principais fatores para prevenir complicações a longo prazo. “Quanto mais cedo detectamos a doença celíaca, menor é o risco de complicações, como osteoporose, anemia grave e outros distúrbios autoimunes associados. É preciso estar atento aos sintomas, que nem sempre são específicos, para iniciar o tratamento o quanto antes”, alerta.
Os sinais da doença variam amplamente entre os pacientes. Alguns dos mais comuns incluem distensão abdominal, diarreia crônica, fadiga, perda de peso e anemia, mas também há casos assintomáticos ou com sintomas atípicos, o que pode dificultar a identificação do problema.
O único tratamento eficaz até o momento é a exclusão total do glúten da dieta. Isso exige disciplina e vigilância constantes por parte do paciente. “O paciente celíaco deve seguir uma dieta completamente isenta de glúten para evitar crises e complicações. Isso significa uma constante atenção aos rótulos e composição dos alimentos, além de evitar a contaminação cruzada, que ocorre quando produtos sem glúten entram em contato com aqueles que contêm a proteína”, explica a nutricionista Adriana Sarzedas, também da Unimed Sul Capixaba.
A especialista reforça que o acompanhamento nutricional é fundamental para garantir que o paciente tenha uma alimentação segura e balanceada. “O paciente precisa estar acompanhado por um nutricionista especializado para garantir a exclusão do glúten e uma alimentação nutritiva e adequada, evitando carências vitamínicas e minerais que possam comprometer a saúde e a qualidade de vida”, destaca.
Com o diagnóstico correto, orientação profissional e adesão a uma dieta rigorosa, pessoas com doença celíaca podem levar uma vida saudável e ativa. A conscientização, tanto de pacientes quanto de profissionais de saúde, é essencial para que mais casos sejam identificados a tempo e tratados adequadamente.